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Índice
para outros Setores |
Setor Cartões - Os
efeitos das Mudanças
31 de maio de 2010 |
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O fim
da
exclusividade
do
mercado
para
as
credenciadoras
Cielo
e
Redecard
começa
em
julho.
A
mudança
faz
parte
de
uma
série
que
deve
ocorrer
com
os
meios
de
pagamento
no
Brasil,
que
vão
mexer
na
concorrência
e nas
regras
do
setor.
Enquanto
a
regulamentação
ainda
não é
formatada,
as
companhias
envolvidas
direta
e
indiretamente
se
movimentam
para
reduzir
ao
máximo
a
perda
de
participação
ou
conquistar
o
segmento,
em
franca
expansão.
Integra
o
primeiro
grupo
as
duas
credenciadoras,
responsáveis
pela
afiliação
de
lojistas
às
bandeiras,
e a
CSU
Cardsystem,
que
atuava
apenas
na
administração
e
processamento
de
cartões,
e
passou
a
prestar
o
serviço
de
credenciamento
este
ano.
Além
dela,
a
American
Banknote,
com
30%
da
receita
com o
fornecimento
de
soluções
para
os
diversos
tipos
de
cartões
plásticos.
A
empresa
deve
se
beneficiar
com
os
estímulos
para
a
maior
concorrência
do
setor
promovida
pelas
mudanças.
A
parceria
anunciada
entre
os
acionistas
da
Cielo
–
Banco
do
Brasil
e
Bradesco
–
para
lançar
uma
bandeira
nacional
de
cartões
de
débito
é
outra
resposta
a
essas
mudanças,
assim
como
outros
acordos
que
vem
acontecendo
no
setor,
que
apresenta
um
potencial
grande
de
crescimento
no
país.
Somente
no
mês
de
abril,
a
expansão
do
volume
de
cartões
emitidos
registrados
pela
Associação
das
Empresas
de
Cartões
de
Crédito
e
Serviços
(Abecs)
foi
de
10%
em
relação
ao
ano
passado.
A de
volume
de
transações
foi
de
13%,
e a
do
faturamento,
foi
de
19%.
Por
isso
o
Santander
também
voltou
a
atender
o
mercado
de
credenciamento,
após
ter
vendido
sua
participação
na
Cielo,
através
do
Banco
Real.
Ele
anunciou
a
parceria
com a
GetNet,
empresa
com
tecnologia,
conhecimento
e
estrutura,
porém
sem o
canal
bancário
necessário.
O
banco
lança
o
Santander
Conta
Integrada,
negócio
voltado
ao
segmento
Pessoa
Jurídica.
A
novidade
possibilita
ao
estabelecimento
ter
uma
conta-corrente
com
domicílio
integrado
- o
que
significa
receber
unificadamente
os
créditos
de
Visa
e
MasterCard
–
além
de
aceitar
uma
grande
variedade
de
cartões
regionais
e a
venda
de
serviços,
em um
mesmo
terminal.
A
Redecard,
que
tem
como
um
dos
maiores
acionista
o
ItaúUnibanco,
fechou
uma
parceria
para
capturar
as
transações
da
Hipercard,
a
maior
bandeira
de
cartão
de
crédito
brasileira.
A
Hipercard
está
presente
em
todo
o
País,
com
470
mil
estabelecimentos
comerciais
credenciados,
mais
de 13
milhões
de
cartões
emitidos
e uma
participação
de
mercado
de
8%. O
serviço
estará
disponível
ainda
no
primeiro
semestre
e
evoluirá
para
um
acordo
de
processamento
mais
amplo
no
decorrer
dos
próximos
12
meses.
A
chegada
da
Hipercard
eleva
para
17 o
número
de
bandeiras
no
portfólio
da
Redecard. |
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Conforme
observa o
analista
Gustavo
Sechin, da
Votorantim
Corretora,
a
performance
dos papéis
das duas
credenciadoras
estava
positiva
no
primeiro
quadrimestre
deste ano.
No
entanto,
durante o
mês de
maio, eles
foram
fortemente
impactados
por
dúvidas
relacionadas
ao novo
ambiente
concorrencial
e
regulatório.
A
expectativa
da forma
como o
Governo
poderá
monitorar
o mercado
de cartões
para
garantir
que haja
uma real
competição
e, por
isso,
redução
dos custos
para
lojistas e
consumidores,
influenciou
o mercado.
A
principal
preocupação
foi
decorrente
da
possível
criação do
tabelamento
de tarifas
para o
segmento.
Isso gerou
um ruído
de que o
Governo
poderia
atuar
nesse
sentido.
Mas isso
não deve
ocorrer.
Não é
política
governamental
atuar
nesta
indústria,
mas sim,
dado que
ela já
está se
organizando,
monitorá-la.
Outro
aspecto
indefinido
é a falta
de
regulação
dos meios
de
pagamento.
É possível
que o
Banco
Central
seja o
responsável
por isso.
Essa
definição
deve
ocorrer
nas
próximas
reuniões
do
Conselho
Monetário
Nacional
(CMN).
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Gustavo Sechin
Analista Votorantim Corretora
A primeira
fase de
mudança que
vai passar o
setor é no
ambiente
competitivo.
A partir do
mês de julho,
vence a
exclusividade
da atividade
de
credenciamento,
e o mercado
poderá
utilizar
várias
bandeiras
através de um
credenciador,
que o lojista
poderá
escolher. No
longo prazo,
isso
resultará em
uma redução
gradual da
“taxa de
desconto” das
credenciadoras,
que é
basicamente a
medida do que
é cobrado do
lojista e do
que fica para
ele. De
imediato,
isso deve ter
impacto
negativo nas
receitas das
credenciadoras
com o aluguel
da máquina
(POS – Points
of Sale).
Hoje o
faturamento
médio com
isso é de
R$60,00 por
ponto.
A segunda
fase de
mudanças que
o setor deve
passar está
relacionada
aos novos
entrantes.
Existe um
potencial
grande de
conquista do
mercado. O
Santander
(entrando a
partir da
parceria com
a GetNet)
deve atingir
10% do volume
capturado com
transações em
quatro ou
cinco anos
(um prazo
superior à
meta
divulgada
pelo banco).
E essa fatia
será perdida
por Cielo e
Redecard. O
ponto
importante é
que, apesar
dessas duas
empresas
perderem
participação,
o segmento de
cartões deve
crescer 20%
entre três e
quatro anos
no volume
financeiro e
no número de
transações. O
que motiva
essa expansão
é o aumento
do consumo,
da renda da
taxa forma de
emprego do
brasileiro e
os diversos
setores do
comércio e de
serviços que
ainda não
disponibilizam
o pagamento
por meio do
setor devido
aos custos.
Com a entrada
de novo
player, até
2014,
projetamos
perda de
market share
de 420 pbs
(pontos base)
no crédito de
710 pbs no
débito, mas
com a
manutenção da
liderança
para a Cielo.
E para a
Redecard,
calculamos
queda de 210
pbs nos
mercados das
duas
operações. Em
2009, a Cielo
detinha 52,7%
do mercado de
crédito, e a
Redecard o
restante. E
no de débito,
ela tinha
61,4%.
Recomendação:
COMPRA para
Cielo, com
preço de
R$23,30 para
abril/2011.
MANUTENÇÃO
para
Redecard, com
preço de
R$39,50 para
abril/2011.
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Beatriz Battelli
Analista Corretora Brascan
Informações de relatório
Resultados de 1tr10 da ABnote
Consideramos
positivos
os
resultados
divulgados
pela
ABnote .
Os
números
reportados
ficaram
acima de
nossas
estimativas.
Destacamos
que no
segmento
de
cartões,
apesar do
volume
reportado
ainda ter
ficado em
patamar
abaixo do
1T09, a
maior
produção
de smart
cards,
que
possuem
preços
mais
elevados,
compensou
o efeito
negativo
sobre a
receita e
o EBITDA
da
companhia.
Com isso,
na
comparação
ano a
ano, a
receita
apresentou
crescimento
de 0,5% e
o EBITDA
ficou
estável.
Com
relação
ao
segmento
de
sistemas
de
identificação,
a margem
EBITDA
nos
surpreendeu
positivamente
ao
retornar
ao
patamar
acima de
38%,
apresentando
leve
elevação
em
comparação
ao 1T09.
Por fim,
o
segmento
de
serviços
gráficos
mostrou
sinais de
recuperação
na
rentabilidade,
com ganho
de 2,3
p.p. na
margem
EBITDA.
A ABnote
apresentou
volumes
nos
segmentos
de
atuação
abaixo de
nossa
expectativa,
mas uma
receita
líquida
em linha
com o que
esperávamos,
ou seja,
uma
elevação
de 7,1%
em
comparação
ao 4T09.
É
importante
destacar
o aumento
no preço
médio no
segmento
de
cartões e
sistemas
de
identificação
em
comparação
ao
trimestre
anterior.
A
companhia
divulgou
EBITDA
consolidado
10,1%
acima da
nossa
expectativa,
correspondendo
a um
crescimento
de 41,5%
em
relação
ao 4T09.
Vale
mencionar
a
recuperação
de 7,7
p.p. na
margem
EBITDA da
divisão
de
cartões,
além do
ganho de
5,1 p.p.
na
rentabilidade
do
segmento
de
sistemas
de
identificação
e de 2,3
p.p. na
divisão
de
serviços
gráficos.
Os
cartões
inteligentes
passaram
a
representar
10% do
volume e
43% da
receita
líquida
da
divisão
de
cartões.
Vale
ressaltar
que o
aumento
das
vendas
dos smart
cards
compensou
o efeito
negativo
da queda
do volume
de
cartões
indutivos
e
financeiros
magnéticos
sobre o
EBITDA.
No
entanto,
o volume
do
segmento
de
cartões
ficou
7,4%
abaixo da
nossa
expectativa.
Vale
mencionar
que houve
uma
recuperação
em
comparação
ao 4T09,
porém os
números
ainda
ficaram
bastante
abaixo do
patamar
do 1T09.
O volume
do
segmento
de
Sistemas
de
Identificação
ficou
2,5%
abaixo da
nossa
expectativa,
apresentando
uma
redução
em
comparação
ao 4T09.
Redução
no preço
médio do
segmento
de
Serviços
gráficos
em
relação
ao 4T09,
o que
levou a
uma queda
na
receita
líquida
neste
segmento,
apesar do
leve
crescimento
do
volume.
Recomendação:
Revisaremos
nosso
modelo
com os
resultados
divulgados.
No
momento,
mantemos
nossa
recomendação
de
OUTPERFORM
para as
ações da
companhia.
Nosso
preço-alvo
é de R$
21,91 por
ação,
correspondendo
a um
upside de
37,7%
sobre a
cotação
de
05.05.10.
Acesse
a análise
da
Corretora
Coinvalores
publicada
no site
da CSU.
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|
Empresa ► |
Abnote |
Cielo |
CSU |
Redecard |
|
Dados▼ |
ABNB3 |
CIEL3 |
CARD3 |
RDCD3 |
|
Nível
Gov.
Corporativa |
NM |
NM |
NM |
NM |
|
PL 1tr09
R$ MM |
357,66 |
159,06 |
132,26 |
1.040,15 |
|
PL 1tr10
R$ MM |
401,07 |
681,74 |
136,25 |
1.067,65 |
|
LL 1tr09
R$ MM |
21,60 |
440,21 |
4,63 |
317,18 |
|
LL 1tr10
R$ MM |
17,04 |
333,20 |
6,24 |
352,58 |
|
Variação
LL
1tr10(%) |
(21,12) |
(24,31) |
34,75 |
11,16 |
|
ROE
1tr10
(%) |
4,24 |
48,87 |
4,57 |
33,02 |
|
Índices
Bovespa▼ |
|
|
|
|
|
Ibovespa |
. |
|
. |
√. |
|
IBRX-50 |
|
|
. |
√. |
|
IBRX |
|
|
. |
√. |
|
IGC |
..√. |
√. |
√. |
√. |
|
Itag |
.√. |
√. |
√. |
√. |
|
ISE |
|
|
|
√. |
|
IVBX2 |
|
|
. |
|
|
MLCX |
|
|
|
. |
|
SMLL |
.. |
|
|
|
|
ICON |
. |
|
.. |
. |
|
INDX |
|
|
. |
. |
|
IEE |
.√. |
|
|
|
|
IMOB |
. |
|
|
|
|
ITEL |
. |
|
|
|
|
IFNC |
. |
√. |
|
|
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Informações Relevantes:
ROE -
Retorno
sobre o
Patrimônio
Líquido
(LL/PL
consolidados),
calculado
pelo
Acionista.com.br
Fonte: Relatório das Empresas e Bovespa |
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|
|
| Empresas |
Periodicidade Dividendos/ano |
%Dividendo LL |
Tag Along (On) e (PN) |
Conselheiros Independentes |
|
Abnote |
Anual |
25% |
100% |
Sim |
|
Cielo |
Três
vezes/ano |
50% |
100% |
Sim- |
|
CSU |
Anual |
25% |
100% |
Sim |
|
Redecard |
Anual |
40% |
100% |
Sim |
|
|
Informações Relevantes:
Para
as
empresas
que
não
especificamos
o
direito
ou
não
de
tag
along
para
as
ações
preferenciais,
significa
que
elas
têm
somente
uma
classe
de
ação.
As
informações
citadas
acima
são
determinadas
em
estatuto
e, no
caso
dos
dois
primeiros
itens,
podem
ser
feitos
diferentemente
na
prática.
Os
dados
da
CSN
dizem
respeito
à
prática
da
companhia
nos
últimos
anos.
Definição
de
Conselheiro
Independente,
de
acordo
com o
Instituto
Brasileiro
de
Governança
Corporativa
(IBGC):
O
Conselho
da
organização
deve,
preferencialmente,
ter
maioria
de
conselheiros
independentes.
O
conselheiro
independente
se
caracteriza
por:
Não
ter
qualquer
vínculo
com a
organização,
exceto
eventual
participação
de
capital;
não
ser
acionista
controlador,
membro
do
grupo
de
controle,
cônjuge
ou
parente
até
segundo
grau
destes,
ou
ser
vinculado
a
organizações
relacionadas
ao
acionista
controlador;não
ter
sido
empregado
ou
diretor
da
organização
ou de
alguma
de
suas
subsidiárias;
não
estar
fornecendo
ou
comprando,
direta
ou
indiretamente,
serviços
ou
produtos
à
organização;não
ser
funcionário
ou
diretor
de
entidade
que
esteja
oferecendo
serviços
ou
produtos
à
organização;não
ser
cônjuge
ou
parente
até
segundo
grau
de
algum
diretor
ou
gerente
da
organização;não
receber
outra
remuneração
da
organização
além
dos
honorários
de
conselheiro
(dividendos
oriundos
de
eventual
participação
no
capital
estão
excluídos
desta
restrição)No
Novo
Mercado
é
obrigatório
que
20%
dos
conselheiros
sejam
independentes.
Fonte:
site
das
companhias
e
Bovespa
(Tag
Along)
|
|
|
|
Acesse Cotações Cias participantes do Novo Mercado de Gov. Corporativa |
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Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher
Binkowski
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