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Índice
para outros Setores |
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Setor Papel &
Celulose:Semestre incerto
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16 de Agosto de
2010
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O cenário para as produtoras de
papel e celulose do início do segundo semestre é um pouco
diferente do semestre anterior, quando a cotação da celulose
atingiu patamares recordes e chegou a cifra de US$ 1 mil por
tonelada. No mês de agosto ela já baixou em média U$S 50,00
e pode cair ainda mais. No entanto, o preço deve se manter
em níveis semelhantes a antes da crise de 2008.
Os investimentos das companhias também já retomaram e
ultrapassaram o período mais crítico. Elas deram andamento a
grandes projetos. A Suzano, por exemplo, colocou a planta de
Mucuri em funcionamento no final de 2008. Além de novas
capacidades, esses movimentos representam um maior
endividamento das companhias, ressalta o analista da
Bradesco Corretora, Raphael Biderman. Portanto, nos próximos
anos, elas devem trabalhar para equilibrar este indicador. O
destaque é o esforço que a Fibria já está fazendo, após a
consolidação entre Aracruz e VCP.
A Klabin já se prepara para uma nova fase de investimentos,
com a expectativa de que a demanda por papel embalagem
cresça no mercado brasileiro. A companhia deve desenvolver
novas áreas florestais para a produção de celulose para uso
próprio, com o objetivo de elevar a produção de papel
voltado ao setor de consumo. Segundo dados preliminares
divulgados pela Associação Brasileira de Papelão Ondulado
(ABPO), o segmento comercializou um volume 19,4% superior no
primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano
passado.
Diante das boas perspectivas para a economia brasileira e a
demanda verificada pelo setor neste ano, a ABPO elevou sua
projeção de aumento de vendas de 9% para 12% para o ano de
2010. Caso a projeção se confirme, o setor comercializaria
um volume acima de 2,5 milhões de toneladas, um novo
recorde. Além disso, há também a possibilidade de um novo
aumento de preços para este tipo de papel durante o segundo
semestre de aproximadamente 15%. Isso levaria os preços do
papel ondulado comercializado no país ao patamar visto no
período anterior ao agravamento da crise de 2008.
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Os papéis das companhias estão
abaixo do Ibovespa. A exceção é a Klabin, cuja cotação
desvalorizou 3,53% até julho deste ano, uma perda aproximada do
Índice. É possível que os papéis tenham sofrido menos pelas
operações da companhia serem voltadas ao mercado consumidor
brasileiro. Portanto, menos expostas às oscilações dos mercados
compradores como Estados Unidos, Europa e China, que reduziu
recentemente as importações de celulose. Diante disso, os papéis
da Fibria e da Suzano sofreram mais, e caíram, respectivamente,
23,52% e 18,05% no consolidado do ano até o final do mês de
julho, de acordo com dados pesquisados pelo Acionista.com.br |
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Matias Drietrich
Analista Solidus Corretora
O primeiro semestre chamou atenção pela retomada forte dos
preços do setor. Aqui no Brasil foram cerca de cinco ajustes. Por
enquanto observou-se uma leve queda dos preços, e não há indicativos
de quando e em que patamar eles vão estabilizar. O importante, tanto
para os preços, como para o desempenho do setor, são as notícias e
dados econômicos dos próximos trimestres relativos especialmente à
Europa, que é ainda o maior consumidor de celulose.
Entre as companhias brasileiras focadas em celulose, a Suzano deve
dar continuidade a projetos de expansão de capacidade. Acredito que
a Fibria deve focar mais na redução da dívida, ainda herdada da
Aracruz. Nesse sentido, um movimento que deve acontecer é a venda
dos ativos que a Fibria tem em uma joint venture com a Suzano. E a
compradora mais provável é a própria sócia, a Suzano. No entanto,
isso é um movimento isolado, e não acredito que há espaço para um
novo momento de consolidação no setor, considerando essas duas
companhias.
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Raphael Biderman
Analista Bradesco Corretora
Entre os resultados do segundo trimestre das três maiores
empresas do setor o melhor foi o da Suzano. Ela foi a única que
apresentou um crescimento da geração de caixa consolidada em
relação ao primeiro trimestre deste. A Fibria e a Klabin
mantiveram este indicador estável ao longo do semestre. O
resultado acontece especialmente devido ao aumento recorde dos
preços da celulose.
A retomada das cotações durante os últimos trimestres é um sinal
forte da recuperação da demanda no setor, após a crise. No
entanto, existem alguns fatos que podem frear, no curto prazo,
esta tendência. O primeiro deles, menos ameaçador, embora mais
concreto, é que o preço de celulose começou a cair e deve
continuar. Acredito que esse movimento tem efeitos temporários,
como a redução das importações da China, ocasionada por uma
medida governamental de racionamento de energia e, portanto,
menor produção de papel. Outro fator é a especulação de traders,
que aproveitaram as cotações elevadas para ganhar com elas.
Diante disso, é provável que o preço da celulose volte a subir.
No entanto, há um risco de que isso não aconteça, caso a China
não volte aos mesmos níveis de demanda. E a dependência desse
país como principal consumidor é um aspecto preocupante para as
empresas de papel e celulose. Atualmente, o país consome 50
milhões de toneladas de papel ao ano. Se ele continuar crescendo
ainda abaixo dos 10% ao ano, como vem ocorrendo, o volume da
celulose vai acompanhar esse incremento. Isso preocupa porque as
grandes companhias do setor não têm produção para dar conta
desta expansão. Somente para daqui a três ou cinco anos terão
novas unidades produzindo, conforme o cronograma de
investimentos das brasileiras.
Quem menos pode ser impactada por este cenário menos benéfico é
a Klabin, que produz papéis principalmente para embalagem de
bens não-duráveis. E como o setor de consumo acompanha a ótima
fase da economia brasileira, a demanda da empresa deve continuar
elevada. O setor de consumo no Brasil cresce a taxas de 20% ano.
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Empresa ► |
Fibria |
Klabin |
Suzano |
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Dados▼ |
FIRB3 |
KLBN4 |
SUZB5 |
|
Nível
Gov.
Corporativa |
NM |
N1 |
N1 |
|
PL 2tr09
R$ MM |
8.662,83 |
2.540,19 |
4.265,68
|
|
PL 2tr10
R$ MM |
15.183,00 |
2.467,02
|
4.623,03 |
|
LL 2tr09
R$ MM |
514,65 |
306,31
|
439,24 |
|
LL 2tr10
R$ MM |
128,55 |
49,44
|
134,68
|
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Variacao
LL
2T10(%) |
(75,02) |
(83,86) |
(69,34) |
|
ROE
2T10(%) |
0,84 |
2,00 |
2,91
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Índices
Bovespa▼ |
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Ibovespa |
...√. |
.√. |
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|
IBRX-50 |
..√. |
|
.√. |
|
IBRX |
..√. |
.√. |
|
|
IGC |
.√. |
.√. |
.√. |
|
Itag |
|
.√. |
|
|
ISE |
.-..√. |
|
.√. |
|
IVBX2 |
..√. |
.√. |
.√. |
|
MLCX |
...√. |
|
|
|
SMLL |
|
|
.√. |
|
ICON |
|
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|
INDX |
..√. |
.√. |
.√. |
|
IEE |
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IMOB |
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ITEL |
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IFNC |
. |
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Informações Relevantes:
As demais companhias listadas no mesmo setor na BM&FBOVESPA não
divulgaram resultados até o dia 13.08.10.
NE - Não Existe
Fonte: Relatório das Empresas e Bovespa |
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Empresas |
Payoyt |
Periodicidade |
Tag
Along
ON PN |
Conselheiros
Independentes |
|
Fibria |
25% |
Anual |
100% |
Sim |
|
Klabin |
25% ON e +10%
PN |
Anual |
80% e 70% |
Sim |
|
Suzano Papel&Celulose |
25% e +10% PNA e B |
Anual |
Não |
Sim |
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Informações Relevantes:
Payout
é o
percentual
pago
do
lucro
líquido
em
forma
de
dividendos
e
juros
sobre
capital.
Conselheiro
Independente,
de
acordo
com o
Instituto
Brasileiro
de
Governança
Corporativa
(IBGC):
O
Conselho
da
organização
deve,
preferencialmente,
ter
maioria
de
conselheiros
independentes.
O
conselheiro
independente
se
caracteriza
por:
Não
ter
qualquer
vínculo
com a
organização,
exceto
eventual
participação
de
capital;
não
ser
acionista
controlador,
membro
do
grupo
de
controle,
cônjuge
ou
parente
até
segundo
grau
destes,
ou
ser
vinculado
a
organizações
relacionadas
ao
acionista
controlador;não
ter
sido
empregado
ou
diretor
da
organização
ou de
alguma
de
suas
subsidiárias;
não
estar
fornecendo
ou
comprando,
direta
ou
indiretamente,
serviços
ou
produtos
à
organização;não
ser
funcionário
ou
diretor
de
entidade
que
esteja
oferecendo
serviços
ou
produtos
à
organização;não
ser
cônjuge
ou
parente
até
segundo
grau
de
algum
diretor
ou
gerente
da
organização;não
receber
outra
remuneração
da
organização
além
dos
honorários
de
conselheiro
(dividendos
oriundos
de
eventual
participação
no
capital
estão
excluídos
desta
restrição)No
Novo
Mercado
é
obrigatório
que
20%
dos
conselheiros
sejam
independentes.
Para
as
empresas
que
não
especificamos
o
direito
ou
não
de
Tag
Along
para
as
ações
preferenciais,
significa
que
elas
têm
somente
uma
classe
de
ação,
a
Ordinária
(ON).
As
informações
citadas
acima
são
determinadas
em
estatuto
e, no
caso
dos
dois
primeiros
itens,
podem
ser
feitos
diferentemente
na
prática.
Os
dados
da
CSN
dizem
respeito
à
prática
da
companhia
nos
últimos
anos.
Fonte:
site
das
companhias
e
BM&FBovespa
(Tag
Along)
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Mais
informações:
Agenda de
resultados,
teleconferências
e resultados
já divulgados
2T10. |
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|
Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher
Binkowski
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alienação e intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
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intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
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valores mobiliários foram alvo de análise no relatório divulgado, ou
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e
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