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Índice
para outros Setores |
Setor Autopeças -Incentivos contribuem
06 de abril de 2010 |
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Os
dados
do
desempenho
da
indústria
de
autopeças
e de
reposição
estão
em
linha
com
as
perspectivas
do
próprio
segmento
para
2010.
Em
março,
a
ANFAVEA
(Associação
Nacional
dos
Fabricantes
de
Veículos
Automotores)
divulgou
que o
Brasil
elevou
em
50% a
produção
total
de
veículos
em
relação
ao
mês
anterior,
alcançando
330
mil.
O
incremento
em
fevereiro
e
janeiro
foi
de
mais
de
28%
em
relação
ao
mesmo
período
do
ano
passado.
O
Sindipeças,
através
de
uma
pesquisa
com
as 93
empresas
associadas
(que
representam
42%
do
faturamento
do
setor),
projeta
um
aumento
de
receita
das
companhias
do
setor
de
5,7%
neste
ano e
que
os
investimentos
voltem
a
crescer
1%,
diante
da
queda
de
40%
que
tiveram
em
2009
em
relação
a
2008.
O
mercado
de
ônibus,
no
qual
a
Marcopolo
atua
com
mais
outras
três
concorrentes
à
altura
(todas
de
capital
fechado),
também
tem
notícias
positivas.
A
ANTT
(Agência
Nacional
de
Transportes
Terrestres)
prorrogou
as
autorizações
especiais
para
as
empresas
de
ônibus
que
operam
nas
rotas
interestaduais
e
internacionais
até
2011,
com o
objetivo
que
elas
renovem
a
frota
para
a
idade
máxima
de 10
anos.
Atualmente,
50%
dos
ônibus
brasileiros
têm
mais
do
que
isso.
As
vendas
das
companhias
do
setor
de
autopeças
e
reposição
no
mercado
externo
tiveram
uma
redução
no
ano
passado.
De
acordo
com o
analista
do
Banco
do
Brasil,
Victor
Penna,
as
exportações
do
segmento
foram
35%
menores
em
relação
a
2008.
Isso
impactou
especialmente
a
Iochpe
Maxion,
que
tem
40%
do
faturamento
dependente
desses
mercados,
e a
Marcopolo,
com
35% a
40%
das
receitas
provenientes
das
operações
em
outros
países.
A
partir
desse
ano,
as
vendas
externas
devem
melhorar,
mas
em
ritmo
ainda
lento,
acompanhando
a
retomada
das
economias
internacionais.
Por
outro
lado,
observa
Penna,
podem
surgir
oportunidades
baratas
de
aquisições
para
as
companhias
brasileiras
lá
fora.
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Os papéis do setor foram os que mais sofreram com a crise. Chegaram a cair 50% no final de 2008, mas em março de 2009 já começaram a recuperar. Eles atingiram mais de 100% de valorização. Em 2010, estão com valorização bem superior ao Ibovespa, que está praticamente zerado em relação ao fechamento do ano passado
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Pedro Galdi
Analista Chefe da Corretora SLW
O ano de 2010 ainda é de recuperação para as produtoras de autopeças e implementos rodoviários. Por isso, os percentuais de crescimento ainda devem ser grandes
em relação ao ano passado, mesmo diante de um bom desempenho do segmento de automóveis e do agrícola (consumidores de empresas do segmento). O crescimento entre 5% e 6%
projetado para o PIB brasileiro é relevante e estimula o aumento da produção. Companhias como Randon e Fras-le devem refletir essa melhora. A Randon já divulgou um aumento nas vendas
nos primeiros meses do ano. Com isso, o faturamento da companhia foi 51% maior na soma dos meses de janeiro e fevereiro em relação ao mesmo período de 2009.
Recomendação: MANTER para todos os papéis. Para a
Iochpe temos um preço-alvo de R$ 31,12 para o final do ano. Isso significa um potencial de valorização de
11,9% frente à cotação de fechamento do dia 28.03.10. A
Randon tem um up side de 24,6%, e preço-alvo de R$ 17,20. A
Fras-le tem um preço justo de consenso do mercado de R$ 5,50,
o que representa uma valorização de 19,8%, frente à cotação de R$ 4,59 de 28.03.10. E a
Marcopolo está com a cotação acima do consenso de mercado. Portanto, tem um potencial de
queda de 0,5%, para R$ 8,05.
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Victor Penna
Analista Banco do Brasil
As perspectivas são positivas para o segmento de autopeças e de reposição. Uma das razões é a continuidade dos incentivos fiscais do Governo. Até junho permanecem
as taxas de juros cobradas ano passado: 4,5% ao ano para máquinas e equipamentos, 7% a.a. para ônibus e 4,5% a.a. para caminhões, através do Programa do BNDES Procaminhoneiro.
A partir do segundo semestre, elas serão elevadas em 1%, e o prazo do financiamento permanece em 96 meses, com o limite máximo de idade do veículo para financiar de 15 anos. Isso
ajuda especialmente profissionais autônomos, que são parte considerável dos clientes do setor. Essas taxas estão 50% inferiores aos níveis antes da crise. Os juros do programa
Procaminhonheiro, por exemplo, eram de 10% a.a.
Outros drivers do setor são a necessidade de renovação de frota brasileira, cuja idade média é de 18 anos, e a infra-estrutura deficiente nacional. O modal rodoviário é
responsável por 60% dos produtos transportados. Por isso, a tendência é o aumento dos investimentos. Além disso, eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas também vão
demandar mais investimentos na estrutura de transportes, o que beneficia as empresas do setor. Durante o lançamento do PAC 2, segunda fase do Programa de Aceleração do
Crescimento, o Governo sustentou que o investimento no valor de R$ 80 bilhões será liberado através do Programa de Incentivos (PCI) para o setor. Até agora, foram investidos R$
51,4 bilhões dos valores divulgados para este segmento no ano passado.
Recomendação: A nossa preferência é pela
Randon. O papel deve subir mais do que as outras do setor. A desvalorização que teve no início do ano se deve a questões pontuais.
Acreditamos que deve valorizar dois dígitos neste ano, frente a outras, como a
Iochpe, que subirá apenas um dígito.
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Empresa ► |
DHB |
Fras-le |
Iochpe-Maxion |
Metal-Leve |
Marcopolo |
Plascar |
Randon
Part. |
Recrusul |
Riosulense |
Tupy |
Wiest |
|
Dados▼ |
DHBI4 |
FRAS4 |
MYPK3 |
LEVE4 |
POMO4 |
PLAS3 |
RPT4 |
RCSL4 |
RSUL4 |
TUPY3 |
WISA4 |
|
Nível
Gov.
Corporativa |
- |
N1 |
MN |
- |
N2 |
- |
N1 |
- |
- |
- |
- |
|
PL 2008
R$ MM |
-634,10 |
208,13 |
442,94
|
446,53
|
683,51
|
291,35
|
787,48
|
(43,70) |
(5,60) |
777,39 |
(140,97) |
|
PL 2009
R$ MM |
-744,88 |
235,07 |
482,43
|
561,51
|
724,04
|
276,75
|
884,14
|
(37,07) |
(15,74) |
869,13 |
(166,11) |
|
LL 2008
R$ MM |
-122,51 |
25,52 |
214,09
|
62,26 |
134,45
|
23,75 |
231,11
|
950,00
|
(17,60) |
168,58 |
(43,21) |
|
LL 2009
R$ MM |
-110,78 |
43,90 |
55,13
|
53,65
|
136,54
|
(9,72) |
138,95
|
(7,50) |
(10,29) |
156,74 |
(25,14) |
|
Variacao
LL 2009
(%) |
-9,57 |
71,99
|
(74,25) |
(13,82) |
1,56 |
(140,92) |
(39,88) |
(100,79) |
(41,52) |
-7,02 |
(41,83) |
|
ROE
2009(%) |
NE |
18,67 |
11,42 |
9,53
|
18,85 |
NE |
15,71 |
NE |
NE |
18,05 |
NE |
|
Índices
Bovespa▼ |
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Ibovespa |
. |
. |
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. |
|
IBRX-50 |
. |
. |
|
|
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|
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|
. |
|
IBRX |
. |
. |
√. |
|
|
√. |
√. |
|
|
|
. |
|
IGC |
. |
√. |
√. |
|
√. |
|
√. |
|
|
|
. |
|
Itag |
. |
. |
√. |
|
√. |
|
√. |
|
|
|
. |
|
ISE |
. |
. |
|
|
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. |
|
IVBX2 |
. |
. |
|
|
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|
. |
|
MLCX |
. |
. |
|
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|
. |
|
SMLL |
. |
.. |
|
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. |
|
ICON |
. |
. |
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|
..... |
|
INDX |
. |
... |
|
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. |
|
IEE |
. |
. |
|
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. |
|
IMOB |
. |
. |
|
|
|
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|
. |
|
ITEL |
. |
. |
√. |
|
√. |
√. |
√. |
|
|
|
. |
|
IFNC |
. |
. |
√. |
|
√. |
√. |
√. |
|
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. |
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Informações Relevantes:
ROE - Retorno - lucro líquido sobre patrimônio líquido consolidados
NE - Não Existe
Fonte: Bovespa
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| Empresas |
Periodicidade Dividendos/ano |
%Dividendo LL |
Tag Along (On) e (PN) |
Conselheiros Independentes |
|
DHB |
Anual |
25% |
100% |
Sim |
|
Fras-le* |
Anual |
25% |
Não* |
Sim |
|
Iochpe-Maxion |
Anual |
37% |
100% |
Sim |
|
Metal-Level |
Anual |
Payout
não
fixado* |
Não |
Não |
|
Marcopolo |
Anual |
25%
+10% PN |
100%
(ON)
80%
(PN) |
Sim |
|
Plascar |
Anual |
25%
(ON) e
10%
(PN) |
Não |
- |
|
Randon |
Anual |
30% |
80% |
Sim |
|
Recrusul |
- |
- |
Não |
- |
|
Riosulense |
- |
- |
Não |
- |
|
Tupy |
Anual |
25%* |
80% |
Sim |
|
Wiest |
- |
- |
Não |
- |
|
|
|
|
Fras-le - Ao
informar que
não pagava
tag along, a
Fras-le
ressaltou,
porém, que
paga
dividendo
10% superior
às ações
preferencialistas
em relação
às
ordinárias.
Metal-Leve -
não tem % do
lucro
líquido
fixado a ser
pago em
forma de
dividendos,
no entanto,
atribuiu um
% superior a
10% do valor
pago às
ações ON
para as PN.
Tupy - tem a
proposta de
pagar 40% do
lucro
líquido de
2009 em
forma de
dividendos
neste ano.
As demais
empresas não
responderam
a
solicitação.
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Informações Relevantes:
As informações citadas acima são determinadas em estatuto e, no caso dos dois primeiros itesn, podem ser feitos diferentemente na prática.
Definição de Conselheiro Independente, de acordo com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC): O Conselho da organização deve, preferencialmente, ter maioria de conselheiros independentes. O conselheiro independente se caracteriza por: Não ter qualquer vínculo com a organização, exceto eventual participação de capital; não ser acionista controlador, membro do grupo de controle, cônjuge ou parente até segundo grau destes, ou ser vinculado a organizações relacionadas ao acionista controlador;não ter sido empregado ou diretor da organização ou de alguma de suas subsidiárias; não estar fornecendo ou comprando, direta ou indiretamente, serviços ou produtos à organização;não ser funcionário ou diretor de entidade que esteja oferecendo serviços ou produtos à organização;não ser cônjuge ou parente até segundo grau de algum diretor ou gerente da organização;não receber outra remuneração da organização além dos honorários de conselheiro (dividendos oriundos de eventual participação no capital estão excluídos desta restrição)No Novo Mercado é obrigatório que 20% dos conselheiros sejam independentes.
Fonte: site das companhias e Bovespa (Tag Along)
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Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher
Binkowski
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foram alvo de análise no relatório divulgado;
III – A instituição à qual o analista entrevistado pelo
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indireta, igual ou superior a 1% (um por cento) do capital social de
quaisquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo de
análise no relatório divulgado, ou está envolvida na aquisição,
alienação e intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
IV – O analista entrevistado não é titular, direta ou indiretamente,
de valores mobiliários de emissão da companhia objeto de sua
análise, que representem 5% (cinco por cento) ou mais de seu
patrimônio pessoal, ou esteja envolvido na aquisição, alienação e
intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
V – O analista entrevistado pelo Acionista.com.br ou instituição à
qual esteja vinculado não recebe remuneração por serviços prestados
ou apresenta relações comerciais com qualquer das companhias cujos
valores mobiliários foram alvo de análise no relatório divulgado, ou
pessoa natural ou pessoa jurídica, fundo ou universalidade de
direitos, que atue representando o mesmo interesse desta companhia;
e
VI – A remuneração do analista entrevistado ou esquema de
compensação do qual é integrante não está atrelada à precificação de
quaisquer dos valores mobiliários emitidos por companhias analisadas
no relatório, ou às receitas provenientes dos negócios e operações
financeiras realizadas pela instituição a qual está vinculado, se
for o caso.
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