Índice para outros Setores
Imobiliário: Retomada consistente
04 outubro de 2010
Desempenho
 

O programa “Minha Casa, Minha Vida” é um marco para o setor. Nem a crise mundial que começou no mercado imobiliário norte-americano causou tanto impacto quanto a criação de crédito para todas as faixas de renda, e especialmente, para famílias de renda inferior a três salários mínimos. Os demais incentivos que vieram após o programa, que foi a primeira resposta do Governo frente ao cenário de crise, como o aumento do teto para empréstimo pelo Sistema Financeiro de Habitação e a redução de impostos para materiais de construção, ajudaram a consolidar uma nova fase para o mercado de construção civil no país. Esses fatores também orientaram a atuação de empresas do setor de todos os portes e, especialmente, das grandes companhias, que há alguns anos, vinham lançando um número maior de empreendimentos, fortificadas pelos recursos levantados com a emissão de ações e pela estabilização da economia brasileira.

O que aconteceu com o setor a partir daí foi a ampliação da atuação das empresas – grande parte construindo e incorporando -, no atendimento a faixas mais baixas de renda, umas em menor escala, outras dedicadas exclusivamente a esses novos consumidores. Esses movimentos, assim como o cenário mais apertado trazido com a crise que começou em 2008, foram responsáveis por mudanças que ainda impactam o setor. Em termos de desempenho, o mercado já retomou em ritmo satisfatório os lançamentos e a vendas, como demonstram os resultados do segundo trimestre (conforme os relatórios abaixo) e devem ser reforçados com a divulgação do desempenho do terceiro trimestre. No entanto, as margens conquistadas pelas companhias não voltaram totalmente. Isso tem algumas explicações, e que devem ser levadas em conta para entender o desempenho do setor.
 

                Mercado de Ações
 

A proximidade da divulgação dos resultados do terceiro trimestre mexe com as ações, especialmente, das empresas do setor de construção civil, que é muito volátil. De acordo com o analista da Ativa Corretora, Armando Halfeld, no mês de setembro, os papéis do setor performaram bem. O índice imobiliário (IMOB) praticamente dobrou em relação ao Ibovespa. No entanto, é um setor bastante volátil. Por isso, depois da divulgação dos resultados, que deve ocorrer entre a segunda quinzena de outubro e a primeira de novembro, os papéis devem apresentar uma realização. No entanto, são papéis que tem uma tendência positiva, especialmente, pelo potencial do setor e dos bons resultados esperados daqui para frente.

 
Opinião do Mercado
 

Armando Halfeld
Analista Ativa Corretora


A sazonalidade do setor é um dos drivers de curto prazo. Os lançamentos de imóveis são mais fortes no segundo semestre. Além disso, as vendas e a oferta de crédito continuam aquecidas. A Caixa Econômica Federal está batendo recordes na sessão créditos e pode chegar a emprestar até R$ 60 bilhões para o setor. No ano passado, o banco emprestou R$ 47 bilhões.

Hoje em dia a maioria das empresas está construindo e vendendo para todos os segmentos econômicos, assim como também está verticalizada, ou seja, são construtoras e incorporadoras. A sua grande maioria usa a própria mão-de-obra para construir projetos que ela mesma está incorporando. E a maior parte da receita vem da incorporação. É relevante observar os segmentos em que as companhias atuam. Depois do anúncio do programa Minha Casa, Minha Vida, claramente houve um direcionamento das empresas para atender a demanda de imóveis de até R$ 130 mil e de até R$ 500 mil, que é o limite para empréstimos com recursos do Sistema Financeiro de Habitação.

É saudável que as companhias tenham exposição no segmento de mais baixa renda, já que é o que tem maior potencial de crescimento. No entanto, atuando somente nele, elas têm pouca margem de negociação de preço com cliente final e repasse dos custos, como aqueles que têm com a contratação de mão-de-obra. Já no segmento de alta renda, algumas empresas tiveram ganhos maiores de margens, pela possibilidade maior de repasse dos custos. Na teoria, quanto maior é a renda do comprador de imóveis, maior é a margem que consegue colocar no produto final.

Recomendação: COMPRA para Brookfield com preço de R$ 12,11 junho/2011 e para a Rossi de R$ 20,06 para o mesmo período. COMPRA para a MRV, mas não temos preço calculado. A justificativa são os prêmios de seus múltiplos frente as outras empresas. A recomendação para a PDG também é de COMPRA, com preço de R$ 25,43 também para julho/2011.

(Relatórios publicados entre 12 e 15 de julho pelo analista e informações atualizadas por ele para esta matéria)

PDG

Os resultados do segundo trimestre consolidaram as operações da Agre. Entre os destaques estão os lançamentos, que atingiram R$ 1.804 milhões, um significativo acréscimo de 60% na comparação com o primeiro trimestre e 144% em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas totalizaram R$ 1.556 milhões, volume 15% maior comparada ao montante vendido no 1T10. Assim, a Vendas Sobre Oferta (VSO) ficaram em 30%, 1p.p. abaixo do 1T10.

Na visão da corretora este desempenho é positivo. Com a primeira divulgação de dados operacionais do 2T10, já consolidados com Agre, notamos que a nova PDG, no primeiro semestre, atingiu cerca de 41% do ponto médio de seu guidance, que acreditamos ser um sinal positivo para o alcance da meta anual. Adicionalmente, destacamos também a velocidade que cresceu o VSO de 30% (acima dos 25,5% que foi a média das grandes incorporadoras no 1T10), que apesar da queda marginal no trimestre, ainda se encontra em patamar elevado, e, também, a diminuição do preço médio dos lançamentos das unidades econômicas de R$ 132 mil/unidade no 1T10, para R$ 124 mil no 2T10.

Mantemos avaliação positiva sobre o investimento em PDG, inserida na Carteira ATIVA, cujo múltiplo P/BV ajustado (relação entre o preço da ação e o valor patrimonial da empresa) atual da incorporadora é de 1,8x, representando um prêmio de 4% em relação à média das cinco grandes incorporadoras.

MRV

A MRV divulgou nesta quarta-feira os resultados operacionais referentes ao 2T10. Os lançamentos atingiram R$ 1.113 milhões, representando um acréscimo de 84% na comparação trimestral e 51% anual. As vendas totalizaram R$ 982 milhões, volume 34% maior quando comparado ao montante vendido no 1T10 e 15,3% em doze meses. Assim, a Vendas Sobre Oferta (VSO) ficaram em 37%, acima da VSO apresentada no 1T10 de 33%.

A visão da Ativa é positiva. A MRV divulgou mais uma vez um robusto resultado operacional, pautado na demanda pujante de produtos para a baixa renda. Os destaques foram: (i) o resultado consolidado de vendas contratadas no semestre, que já correspondem por 43% do ponto médio do guidance, (ii) a alta VSO do período, muito acima dos 26% da média das grandes incorporadoras observada no 1T10, apesar de ser um trimestre mais fraco, (iii) crescimento do número de unidades médias por empreendimento para 254 no total lançado no 1S10, ante 172 unidades médias em 1S09, favorecendo o ganho de escala e (iv) preço médio de R$ 98,5 mil por unidade lançada no 2T10, significativamente abaixo do cap de R$ 130 mil por unidade dentro do programa Minha Casa Minha Vida.

A MRV negocia com um múltiplo P/BV ajustado (relação entre o preço da ação e o valor patrimonial da empresa) de 2,1x, representando um prêmio de 19% em relação à média das cinco grandes incorporadoras, e com 1,7x de P/NAV (é o preço da ação em relação ao valor de liquidação da empresa), o que se justifica por sua expertise e maior exposição ao segmento de baixa renda em relação às demais empresas, com 83% do seu landbank (banco de terrenos) de R$ 11,3 bilhões com produtos para este segmento, cujo potencial de crescimento é elevado.
 


Ricardo Tadeu Martins
Analista-chefe da Planner Corretora


Em 2008 o setor vinha muito bem. No quarto trimestre, os papéis e as vendas já refletiram o cenário de crise. As companhias reduziram bastante os lançamentos, algumas chegando a zero. Em bolsa, o investidor estrangeiro também saiu fortemente destes papéis. O primeiro trimestre de 2009 foi o fundo do poço. Logo depois, o Governo Federal anunciou o programa Minha Casa, Minha Vida e outros subsídios para o setor. Mesmo assim, os lançamentos foram retomados de forma tímida. No segundo semestre do ano passado, o ritmo dos lançamentos e das vendas ainda foi devagar, porque as empresas estavam com muitos estoques. A partir do início deste ano é que a curva de crescimento do setor pode ser considerada consistente.

As metas de lançamento das empresas para 2010 estão mais otimistas em todos os segmentos de imóveis. Boa parte delas também conseguiu lançar parte considerável do que pretendia no ano. O valor total de lançamentos do setor deve vir superior a 2008, que foi de R$32 bilhões, e também acima de 2009, que foi de R$ 28 bilhões. Neste ano, elas também estão conseguindo repassar boa parte dos custos para os seus preços, mesmo diante do aumento dos preços no setor, devido especialmente ao incremento no preço do aço e da mão-de-obra. Um bom exemplo é a MRV, que é 100% focada no mercado de baixa renda, que não permite muitas manobras, já que o preço do imóvel é mais baixo, mas é uma das empresas que mais consegue manter as margens elevadas.

Para 2011, o mercado está aguardando que as empresas venham com caixa líquido positivo. O setor se endividou na crise, e precisaram vir a mercado para se capitalizar (muitas delas fizeram novas emissões de ações ou de debêntures). Como o ritmo de lançamento do setor continua crescendo, a expectativa é que as empresas recuperem seu caixa. Por conta disso, elas também acumularam recebíveis da venda parcelada de imóveis, e eles devem entrar nos seus caixas ao longo de 2011.

Recomendação: VENDA para Gafisa, com preço-alvo de R$ 14,53. Quanto aos múltiplos da companhia, estes permanecem ainda elevados para 2010. Acreditamos que após a forte valorização das ações no início do segundo semestre, haverá uma acomodação dos preços. COMPRA para Eztec. Apesar de ser uma small cap, a empresa tem uma das melhores margens do setor. Ela é uma das companhias que manteve seu caixa liquido positivo mesmo na crise.

Gafisa (Informações publicadas em relatório no dia 05 de agosto, mas reafirmadas pelo analista antes da publicação desta matéria)

A Gafisa registrou bom desempenho de resultados no 2T10 ficando dentro de nossa expectativa, que considera não só a retomada do volume de lançamentos e vendas mas também a maturação de projetos lançados em anos anteriores. A empresa atingiu 38% da meta de lançamentos para o ano, com expectativa de manter boa velocidade de vendas e aumento do foco no segmento da baixa renda, através da Tenda. Do lado financeiro, a capitalização realizada no começo deste ano deverá sustentar o programa de lançamentos futuros.

No 2T10, o valor de lançamentos consolidados (Gafisa, Tenda e Alphaville) somou R$ 1,0 bilhão, aumento de 61,0% sobre o 2T09. No acumulado do semestre os lançamento atingiram R$ 1,7 bilhão, um crescimento de 117.6% sobre o mesmo período de 2009, o equivalente a 38% da meta de R$ 4,5 bilhões prevista para o ano. Vale lembrar que os percentuais expressivos de crescimento no valor de lançamentos, tem como base o fraco desempenho de lançamentos no 1T09, quando os efeitos da crise global se mostraram mais pesados. A parte da Gafisa representou 46,7% dos lançamentos totais no 1S10, atingindo R$ 799,9 milhões (70,9% no Estado de São Paulo), e 22,8% em unidades. Em termos de unidades lançadas do total consolidado, de 8.281 unidades, 22,8% foram parte Gafisa. O maior crescimento em lançamentos foi registrado na Alphaville (+175,9%) enquanto que no período de 6 meses o destaque ficou com a Tenda que aumentou de 24,4% para 34,2% sua participação sobre o total de lançamentos consolidado. Este comportamento reflete a maior concentração de negócios no segmento de baixa renda, no qual a empresa vem aumentando significativamente seus negócios. A média de preços de venda da Tenda ficou em R$ 109 mil no 1S10.

As vendas contratadas somaram R$ 889,8 milhões com crescimento de 6,5% sobre o 2T09. O segmento da Gafisa foi responsável por 51% do total de vendas contratadas, ficando o restante para Alphaville com 14% e Tenda com 34%. O maior crescimento de vendas vem sendo observado na Tenda refletindo a maior concentração de lançamentos segmento de baixa renda e a forte demanda do programa MCMV. Velocidade de Vendas (Vendas sobre a Oferta) – No 2T10 a velocidade de vendas da Gafisa foi de 24,6%, ligeiramente inferior ao 1T10 (25,1%). A empresa acredita que a VSO permanecerá em torno de 25% e que conseguirá manter as margens atuais.

A forte demanda no setor tem permitido as construtoras repassar os custos aos preços dos imóveis. Vale lembrar que esta compensação somente durará enquanto a demanda por imóveis permanecer fortemente aquecida no país. Outro aspecto importante é que o setor de construção civil é um dos, senão o primeiro, a sentir os efeitos em situação de desaceleração no ritmo da economia. Atrasos de obras – De acordo com a administração da empresa, os cronogramas de obras em São Paulo estão dentro do previsto, mas nas regiões Norte e Nordeste existem atrasos. A principal razão é a falta de materiais e de mão de obra especializada nestas regiões. Outro aspecto importante é que não se consegue replicar nestas regiões os projetos feitos em São Paulo. A empresa acredita que conseguirá normalizar estes atrasos nos próximos trimestres.

Perspectivas - A empresa permanece otimista quanto ao segundo semestre deste ano, visando aumentar o número de lançamentos e de vendas contratadas. A companhia visa aumentar a participação de lançamentos no segmento econômico através da Tenda de 34% no 1S10 para cerca de 50% nos próximos anos. A aposta na Tenda reflete a expectativa da sustentação de uma demanda forte, neste segmento, nos próximos anos e os avanços no processo construtivo e nos controles dos processos gerais através do sistema SAP. No que se refere ao processo construtivo destaca-se o inicio da utilização de moldes de alumínio na construção das casas. Ainda em pequena escala (usado em apenas 6 projetos) a empresa pretende aumentar para 15 projetos com este método. Com isso, segundo a administração da Gafisa, a redução no prazo de construção da Tenda pode ser reduzido em até 1/3 e no caso da Gafisa, ainda em teste, o prazo diminuiria em 6 meses. O impacto positivo destes benefícios, embora já contabilizados pela empresa, ainda devem ser mais bem avaliados nos próximos trimestres.


Henrique Koch
Analista Banco do Brasil


Rossi (Informações publicadas em relatório no dia 13 de agosto e reafirmadas pelo analista antes da publicação desta matéria)

Os números apresentados pela Rossi no segundo trimestre mais uma vez superaram nossas expectativas. Com lançamentos totalizando cerca de 40% do guidance divulgado para 2010 (pelo menos R$ 3,1 milhões) e novo recorde de vendas, o bom desempenho da companhia vem a reforçar o momento excepcional pelo qual o mercado imobiliário vem passando. Os principais destaques foram: (i) lançamentos de R$ 757 milhões no trimestre, sendo 50% direcionados ao segmento econômico (19 dos 28 empreendimentos lançados), (ii) nova evolução na velocidade de vendas (VSO), que atingiu 26% (25% no 1T10 e 23% no 4T09), (iii) lucro líquido 114% superior ao observado no 2T09.

A Rossi entregou 7 empreendimentos no 2T10, que representaram VGV de R$ 269 milhões. A parte da empresa no banco de terrenos atingiu R$ 18,4 bilhões no trimestre, tendo 79% sido adquirido através de permuta. Cerca de 83% estão dentro da faixa do Sistema Financeiro de Habitação (até R$ 500 milhões). As vendas contratadas cresceram 76% em relação ao 2T09 e totalizaram R$ 711 milhões, sendo que o segmento econômico foi responsável por quase a metade. A Rossi Vendas contratou R$ 374 milhões no trimestre, 41,3% das vendas totais. A receita líquida apresentou evolução de 76% frente ao 2T09 e 32% se comparada ao trimestre anterior. As despesas administrativas totalizaram R$ 41,8 milhões no 2T10 e representaram 6,4% da receita líquida (+0,1 p.p. em relação ao 1T09). As despesas comerciais, por sua vez, foram de R$ 45,7 milhões e tiveram redução de 0,1 p.p. na relação com a receita no mesmo período (7,0%). O bom desempenho operacional, combinado ao controle de custos, contribuiu para que todas as margens apresentassem significativa evolução, com destaque para as margens bruta e líquida, que atingiram 33,9% e 16,8%, patamares que a companhia julga sustentáveis, considerando o grau de desenvolvimento e diversificação atingido.

A Rossi vem conseguindo aproveitar o desenvolvimento do mercado imobiliário para crescer e expandir suas atividades para outras regiões geográficas, especialmente através de parcerias. Além disso, continua sua expansão no segmento econômico, com a criação de mais uma linha de produtos específicos. Sua estratégia tem se mostrado acertada, como confirmam os números do 2T10. Acreditamos que os próximos resultados devem manter as margens operacionais.

Recomendação: COMPRA com preço-potencial para junho/2011de R$ 19,70.

Tecnisa (Informações publicadas em relatório no dia 13 de agosto e reafirmadas pelo analista antes da publicação desta matéria)

O 2T10 foi marcado pela consolidação da linha Tecnisa Flex, que tem contribuído com a redução do preço médio dos empreendimentos lançados pela companhia, dentro de sua estratégia de diversificação de portfólio, usualmente focado na população de renda mais alta. O VGV lançado no trimestre foi de R$ 252,7 milhões, crescimento de 45% frente ao 1T10 e bem acima dos R$ 90,3 milhões observados no 2T09. Ainda assim, o total do primeiro semestre (R$ 427,0 milhões) representa um bom desafio à empresa, que pretende lançar R$ 2 bilhões em 2010. As vendas contratadas no 2T10 atingiram R$ 220,8 milhões, recuo de 26% em relação ao 2T09, porém 41% superiores ao verificado no trimestre anterior. A melhora em relação ao 1T10 também pode ser observada na velocidade de vendas (VSO) registrada no período, que foi de 16,2%, frente aos 12,7% do trimestre anterior.

A receita líquida foi de R$ 250,5 milhões, incremento de 30% frente ao 2T09 e 26% acima do 1T10. As margens apresentaram alguma redução, após um primeiro trimestre caracterizado por menor representatividade das despesas operacionais em relação à receita e ao maior volume de receitas financeiras. No 2T10, entretanto, um significativo incremento nas despesas com juros contribuiu com a redução da margem líquida em 4 p.p. Ainda assim, ressaltamos que a rentabilidade da companhia continua em patamares confortáveis. O nível de despesas operacionais melhorou. As despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 21,9 milhões no 2T10, representando 8,8% da ROL (11,2% no 2T09 e 8,7% no 1T10). As comerciais, por sua vez, representaram 5,2% da receita líquida (7,7% no 2T09 e 4,8% no 1T10).

Reiteramos nossa opinião de que a estratégia de diversificação de portfólio para atender os segmentos médio alto e médio baixo tem sido acertada. A Tecnisa lançou apenas três empreendimentos no 2T10, volume ainda baixo frente aos planos da companhia de chegar em R$ 2 bilhões em 2010. Acreditamos que com o desenvolvimento de novos projetos, para os quais tem adquirido terrenos nos últimos trimestres, a empresa deva ter suas vendas fortalecidas. Com boa rentabilidade histórica, o desafio será manter o nível das margens que vem apresentando nos últimos trimestres.

Recomendação: COMPRA com preço-potencial em junho/2011 de R$ 12,90.


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Indicadores
Empresa ► Br Properties Brasil Brokers Brookfield Incorp Camargo Correa Const. Adolfo. L, CR2 Cyrela Realty Direcional
  Dados▼ BRPR3 BBRK3 BISA3 CCIM3 CALI4 CRD3 CYRE3 DIRRE3
Nível Gov. Corporativa NM NM NM NM - NM NM NM
PL 2tr09 R$ MM 700,40 368,06 1.809,54 648,46 (38,06) 376,53 2.425,32 349,82
PL 2tr10 R$ MM 1.682,78 409,96 2.605,12 766,00 (32,20) 395,18 4.201,74 735,34
LL 2tr09 R$ MM 10,54 2,94 80,08 7,55 (0,15) 3,55 157,07 16,76
LL 2tr10 R$ MM 19,31 11,89 132,60 25,02 (3,66) 7,43 167,45 38,81
Variacao LL 2T10(%) 83,21 304,46 65,58 231,32 2.337,33 109,29 6,61 131,66
ROE 2T10(%) 1,14 2,90 5,08 3,26 NE 1,88 3,98 5,27
Índices Bovespa                
Ibovespa ..
IBRX-50 ..
IBRX .. ..
IGC .. .. .. .. .. .. ..
Itag .. .. .. .. .. .. ..
ISE
IVBX2 ..
MLCX             ..  
SMLL .. .. .. ..
ICON
INDX .. ..
IEE ..
IMOB .. ..
ITEL
IFNC

Empresa ► Even Eztec Gafisa Helbor Inpar JHSF João Fortes Lopes
  Dados▼ EVEN3 EZTC3 GFSA3 HBOR3 INPR3 JHSF3 JFEN3 LPSB3
Nível Gov. Corporativa NM NM NM NM NM NM - NM
PL 2tr09 R$ MM 823,04 866,19 1.717,25 391,14 757,64 875,49 171,18 13,97
PL 2tr10 R$ MM 1.303,16 1.015,45 3.545,41 647,24 1.072,33 960,24 316,90 51,65
LL 2tr09 R$ MM 20,63 38,32 57,77 15,47 (5,48) 5,52 2,19 10,03
LL 2tr10 R$ MM 60,03 56,43 97,27 43,14 14,38 19,53 69,93 23,19
Variacao LL 2T10(%) 190,98 47,23 68,38 178,89 (362,34) 253,48 3.090,33 131,33
ROE 2T10(%) 4,60 5,57 2,74 6,66 1,34 2,03 22,06 44,89
Índices Bovespa                
Ibovespa ..
IBRX-50 ..
IBRX .. ..
IGC .. .. .. .. .. ..
Itag .. .. .. .. .. .. ..
ISE .. .
IVBX2
MLCX .              
SMLL .. .. .. .. ..
ICON .
INDX ..
IEE
IMOB .. .. .. ..
ITEL
IFNC
 

 
Empresa ► MRV PDG Rodobens Rossi Sergen Tecnisa Trisul
  Dados▼ MRVE3 PDGR3 RDNI3 RSID3 SGEN4 TCSA3 TRIS3
Nível Gov. Corporativa NM NM NM NM - NM NM
PL 2tr09 R$ MM 2.186,34 1.836,66 626,49 1.318,20 104.352,82 847,39 426,76
PL 2tr10 R$ MM 2.663,32 5.613,16 644,73 2.445,75 104.151,98 962,25 509,90
LL 2tr09 R$ MM 73,92 76,19 14,77 51,16 (0,45) 30,87 8,82
LL 2tr10 R$ MM 150,47 209,77 17,74 109,29 (0,48) 40,41 16,76
Variacao LL 2T10(%) 103,56 175,32 20,09 113,64 5,54 30,90 89,99
ROE 2T10(%) 5,64 3,73 2,75 4,46 NE 4,19 3,28
Índices Bovespa              
Ibovespa .. .. ..
IBRX-50 .. .. ..
IBRX .. .. ..
IGC .. .. .. .. .. ..
Itag .. .. .. .. .. ..
ISE
IVBX2 .. .. ..
MLCX   ..        
SMLL .. .. ..
ICON
INDX .. .. ..
IEE
IMOB .. .. ..
ITEL
IFNC

Informações Relevantes:
NE -
Não Existe
Fonte:
Resultados Consolidados disponibilizados na BM&FBOVESPA seguindo a Legislação Societária.

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                Governança Corporativa
Empresas

Pay out

Periodicidade

Tag Along ON PN Conselheiros Independentes
Br Properties 25% Anual 100% Sim
Brasil Brokers 25% Anual 100% Sim
Brookfield 25% Anual 100% Sim
Camargo Correa 25% Anual 100% Sim
Construtora Adolfo - - Não -
CR2 25% Anual 100% Sim
Cyrela Realty 25% Anual 100% Sim
Direcional 25% Anual 100% Sim
Even 25% Anual 100% Sim
Ez Tec 25% Anual ou Intermediário 100% Sim
Gafisa 25% Anual ou Intermediário 100% Sim
Helbor 25% Anual 100% Sim
Inpar S/A 25% Anual 100% Sim
JHSF 25% Anual 100% Sim
MRV 25% Anual 100% Sim
Rodobens 25% Trimestral 100% Sim
Rossi 25% Anual 100% Sim
Sergen - - Não -
Tecnisa 25% Anual 100% Sim
Trisul 25% Anual Não Sim


A Construtora Adolfo Lindenberg não disposnibiliza estas informações no seu site de Relações com Investidores.
A Sergen não tem site e não disponibiliza estas informações no site da BM&FBOVESPA.

Informações Relevantes:

Payout é o percentual pago do lucro líquido em forma de dividendos e juros sobre capital.
Conselheiro Independente, de acordo com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC): O Conselho da organização deve, preferencialmente, ter maioria de conselheiros independentes. O conselheiro independente se caracteriza por: Não ter qualquer vínculo com a organização, exceto eventual participação de capital; não ser acionista controlador, membro do grupo de controle, cônjuge ou parente até segundo grau destes, ou ser vinculado a organizações relacionadas ao acionista controlador;não ter sido empregado ou diretor da organização ou de alguma de suas subsidiárias; não estar fornecendo ou comprando, direta ou indiretamente, serviços ou produtos à organização;não ser funcionário ou diretor de entidade que esteja oferecendo serviços ou produtos à organização;não ser cônjuge ou parente até segundo grau de algum diretor ou gerente da organização;não receber outra remuneração da organização além dos honorários de conselheiro (dividendos oriundos de eventual participação no capital estão excluídos desta restrição)No Novo Mercado é obrigatório que 20% dos conselheiros sejam independentes.
Para as empresas que não especificamos o direito ou não de Tag Along para as ações preferenciais, significa que elas têm somente uma classe de ação, a Ordinária (ON).
As informações citadas acima são determinadas em estatuto e, no caso dos dois primeiros itens, podem ser feitos diferentemente na prática. Os dados da CSN dizem respeito à prática
da companhia nos últimos anos.
Fonte: site das companhias e BM&FBovespa (Tag Along)
 

Acesse também Agenda dos Resultados 3T10 & Cotações GC

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Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski

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IV – O analista entrevistado não é titular, direta ou indiretamente, de valores mobiliários de emissão da companhia objeto de sua análise, que representem 5% (cinco por cento) ou mais de seu patrimônio pessoal, ou esteja envolvido na aquisição, alienação e intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
V – O analista entrevistado pelo Acionista.com.br ou instituição à qual esteja vinculado não recebe remuneração por serviços prestados ou apresenta relações comerciais com qualquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo de análise no relatório divulgado, ou pessoa natural ou pessoa jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse desta companhia; e
VI – A remuneração do analista entrevistado ou esquema de compensação do qual é integrante não está atrelada à precificação de quaisquer dos valores mobiliários emitidos por companhias analisadas no relatório, ou às receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela instituição a qual está vinculado, se for o caso.


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