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Índice
para outros Setores |
Setor Carnes - Margens ainda apertadas
04 de maio de 2010 |
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O incremento no faturamento das
companhias no consolidado de 2009 em relação ao ano anterior
não foi surpresa para o mercado, já que os últimos
trimestres de 2008 foram impactados pela crise. A atuação
nos mercados externos foi a mais atingida, e ainda não se
apresenta recuperação em níveis pré-crise. Cálculos da
corretora Ativa demonstra que o faturamento líquido médio do
setor de alimentos, considerando Brasil Foods, JBS, Marfrig,
Minerva - e a M Dias Branco, que não atua no segmento de
carnes – cresceu 11% em doze meses, mas caiu 5% no 4tr09 em
relação ao trimestre anterior. O lucro líquido também caiu
na mesma relação, só que 50%. A margem total das companhias
ainda continua comprometida, e na comparação entre o 4tr08 e
o 4tr09, o Ebtida médio caiu 35%. |
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O setor é formado por poucas empresas
com capital aberto, cujo montante se tornou igualmente pequeno no
mercado produtivo, após o período de aquisições. As companhias
têm uma boa liquidez. Por isso, refletem aspectos importantes do
cenário em que estão inseridas. No ano, elas apresentam queda nas
cotações. A Brasil Foods acumula uma desvalorização de 0,2%,
inferior aos 0,8% verificado no Ibovespa nos quatro meses do ano.
A queda da Marfrig é de 3,6% e a da JBS de 12,7%, de acordo com
dados divulgados em relatório diário da SLW.
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Valter
Bianchi Filho
Sócio Fundamenta Administração de Recursos
As perspectivas para o setor de carnes são diferentes para o
segmento da Brasil Foods e das outras companhias do setor. A maioria
delas é focada na produção e na venda de carne bovina, e a BRFoods
vende mais frango e carne suína, além de produtos industrializados.
Para Marfrig, JBS e Minerva, a questão do frigorífico no Brasil
sempre foi delicada, pois é um negócio difícil de administrar e
rentabilizar.
Os custos para a produção do boi são muitos: terra, grãos para
engordá-lo e a venda de todas as partes, para as quais é complicado
conseguir um preço que se considera justo para todas as partes
vendidas. Em busca desse retorno, as companhias passaram a comprar
as concorrentes, para ganhar em escala. E é isso que explica o
movimento de consolidação que temos acompanhado no setor de carnes
nos últimos anos.
Para esse grupo, as perspectivas são boas. O preço dos grãos usados
para ração está menor, e isso reduz o risco para a formação do preço
da proteína de carne. Os custos estão comportados até agora. No
entanto, o cenário para o produto ainda é incerto, mas essas
companhias têm a vantagem de terem um produto que nunca vai deixar
de ser consumido.
A BrFoods tem um mix de produtos com bastante valor agregado. No
Brasil, vende bastante o industrializado. E para esse segmento, que
representa pouco mais da metade do seu faturamento, as perspectivas
são excelentes, pois dependem de renda. Já para o mercado
internacional, a expectativa não é a mesma. Há resquícios da crise,
e influencia a indexação do produto ao euro (que está desvalorizado
frente ao real). A Europa tem sido um mercado importante para a
companhia, mas ainda sofre muito com os efeitos da crise.
Considerando isso, a operação da BrFoods no mercado interno tem
condições de até suplantar as vendas internacionais.
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Luciana Leocádio
Analista Chefe Corretora Ativa
Informações publicadas sobre o setor
Relatório Resultados 4tr09 e Perspectivas 1tr10
Os sinais de melhoria deverão ganhar consistência e serem
percebidos nos resultados do 1T10, apesar de ainda de forma
lenta. O mercado doméstico continuará impulsionando pelas vendas
consolidadas e os ganhos de sinergia, advindos de várias
aquisições, ajudarão na melhoria de rentabilidade do setor.
Passado o 4T09, que sazonalmente reporta fracos resultados nas
exportações, mas fortes no mercado interno, 2009 terminou com
números deteriorados, em função principalmente de um primeiro
semestre muito abalado pela crise econômica. O 4T09 seguiu em
linha com o comportamento dos trimestres anteriores,
demonstrando uma gradual recuperação das margens operacionais,
porém em patamares ainda abaixo do histórico.
Observamos uma queda na receita líquida das cinco empresas
listadas em bolsa (incluído a M.Dias, que não atua no segmento
de carnes, e excluindo Excelsior e Minupar) em queda de 5% em
relação ao terceiro trimestre, em função não só da sazonalidade
mencionada acima, bem como de importantes regiões demandantes,
que permaneceram em situação econômica delicada. Contudo,
pudemos verificar aumento de EBITDA de 16%, com um maior
controle das despesas por parte das empresas. Vale destacar que
a comparação anual de resultados encontra-se comprometida pelo
forte impacto cambial sobre os números do 4T08.
Quanto às empresas, Minerva conseguiu elevar sequencialmente
suas margens operacionais, seguindo rentável, assim como
Marfrig, se considerarmos os resultados recorrentes. No caso de
Brasil Foods, os fracos números reportados justificam-se pelo
mix de produtos de maior valor agregado, que são mais afetados
em momentos de instabilidade. Também com números
insatisfatórios, a JBS vem sendo afetada pelo desempenho de
mercados onde detém operações que ainda encontravam-se em
difíceis condições econômicas ao final do ano passado.
O setor apresentou, de um modo geral, melhoria em termos de
alavancagem financeira no 4T09, porém ainda possui um múltiplo
Dívida Líquida sobre Ebitda (DL/EBITDA) médio elevado, em torno
de 3,1x. A empresa com maior endividamento é a Minerva, com 4,4x
DL/EBITDA, porém com vencimentos concentrados no longo prazo.
Deveremos seguir observando ao longo do 1T10 uma continuidade do
que ocorreu no 2S09, porém de forma mais acentuada. O mercado
interno deverá continuar sendo o motor do setor, uma vez que o
consumo no país segue apresentando bom crescimento.
Quanto ao mercado externo, observamos um processo de recuperação
que se acelerou em março e, acreditamos que com as recentes
reaberturas de mercados importadores, aliada à recuperação
econômica mundial, irá reaquecer de forma gradual os volumes
exportados, bem como preços.
Mantemos uma visão cautelosa para o setor no 1T10, porém mais
otimista que no trimestre anterior, à medida que começamos a
vislumbrar uma recuperação mais acentuada do mercado externo.
Esperamos que JBS e Marfrig não somente no 1S10, mas ao longo de
todo o ano, inicie um processo de aproveitamento de sinergias
decorrente das aquisições realizadas em 2009 e conseqüente
melhora de desempenho operacional. Apesar de BRFoods também ter
uma série de sinergias à absorver com a unificação com Sadia, a
indefinição por parte do CADE restringe boa parte destas.
Por fim, expomos o case mais interessante no segmento de
alimentos: Minerva. A utilização da capacidade da empresa gira
em 80%, enquanto o setor não passa de 60%, é a mais exportadora
das empresas do setor e, segundo os dados da SECEX, a proteína
bovina foi a que mais cresceu em exportações no 1T10, 36% em
relação ao mesmo trimestre do ano anterior.
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Empresa ► |
Brasil Foods |
Excelsior |
JBS |
Marfrig |
Minerva |
Minupar |
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Dados▼ |
PRGA3 |
BAUH4 |
JBSS3 |
MRFG3 |
BEEF3 |
MNPR |
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Nível
Gov.
Corporativa |
NM |
- |
NM |
NM |
NM |
- |
|
PL 2008
R$ MM |
4.110,62 |
7,07 |
6.134,41 |
2.729,85 |
284,73 |
- |
|
PL 2009
R$ MM |
13.134,65 |
6,61 |
16.778,09 |
4.184,29 |
526,72 |
- |
|
LL 2008
R$ MM |
54,37 |
(1,81) |
129,42 |
(35,50) |
(244,86) |
- |
|
LL 2009
R$ MM |
120,43 |
(455,00) |
25,939 |
679,08 |
81,35 |
- |
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Variacao
LL 2009
(%) |
121,49 |
25.093,80 |
(79,96) |
(2012,90) |
(133,22) |
- |
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ROE
2009(%) |
0,91 |
NE |
0,15 |
16,20 |
15,44
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- |
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Índices
Bovespa▼ |
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Ibovespa |
√. |
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√. |
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IBRX-50 |
√. |
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√. |
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IBRX |
.√. |
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√. |
√. |
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IGC |
√. |
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√. |
√. |
√. |
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|
Itag |
√. |
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√. |
√. |
√. |
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ISE |
√. |
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IVBX2 |
√. |
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√. |
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MLCX |
√. |
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√. |
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SMLL |
√. |
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√. |
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ICON |
..√. |
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√. |
√. |
√. |
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INDX |
√. |
|
√. |
√. |
√. |
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IEE |
. |
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IMOB |
. |
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ITEL |
. |
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IFNC |
. |
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Informações Relevantes:
ROE - Retorno - lucro líquido sobre patrimônio líquido consolidados
NE - Não Existe A Minupar não divulgou os resultados do terceiro
trimestre até o fechamento desta matéria.
Fonte: Relatório das Empresas e Bovespa |
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| Empresas |
Periodicidade Dividendos/ano |
%Dividendo LL |
Tag Along (On) e (PN) |
Conselheiros Independentes |
|
Brasil Foods |
Anual |
25% |
100% |
Sim |
|
Excelsior |
- |
- |
Não |
- |
|
JBS |
Anual |
25% |
100% |
Sim |
|
Marfrig |
Anual |
25% |
100% |
Sim |
|
Minerva |
Anual |
25% |
100% |
Sim |
|
Minupar |
Anual |
25% |
Não |
Não |
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Informações Relevantes:
Obs: para as empresas que não especificamos o direito ou não
de tag along para as ações preferenciais, significa que elas
têm somente uma classe de ação.
As informações citadas acima são determinadas em estatuto e,
no caso dos dois primeiros itesn, podem ser feitos
diferentemente na prática.
Definição de Conselheiro Independente, de acordo com o
Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC): O
Conselho da organização deve, preferencialmente, ter maioria
de conselheiros independentes. O conselheiro independente se
caracteriza por: Não ter qualquer vínculo com a organização,
exceto eventual participação de capital; não ser acionista
controlador, membro do grupo de controle, cônjuge ou parente
até segundo grau destes, ou ser vinculado a organizações
relacionadas ao acionista controlador;não ter sido empregado
ou diretor da organização ou de alguma de suas subsidiárias;
não estar fornecendo ou comprando, direta ou indiretamente,
serviços ou produtos à organização;não ser funcionário ou
diretor de entidade que esteja oferecendo serviços ou
produtos à organização;não ser cônjuge ou parente até
segundo grau de algum diretor ou gerente da organização;não
receber outra remuneração da organização além dos honorários
de conselheiro (dividendos oriundos de eventual participação
no capital estão excluídos desta restrição)No Novo Mercado é
obrigatório que 20% dos conselheiros sejam independentes.
Fonte: site das companhias e Bovespa (Tag Along)
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Acesse a Agenda de Resultados 1T10
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Acesse Cotações Cias participantes do Novo Mercado de Gov. Corporativa |
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Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher
Binkowski
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