Eletrobrás

 

02/02/2010

 Licença para Belo Monte

Estudos aprovados pelo Ibama representam mudança de paradigma na construção de hidrelétricas

 

Após mais de duas décadas de estudos, diversas audiências públicas, debates e ajustes, a concessão, pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Ibama), da licença ambiental prévia do projeto da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA), significa, para a Eletrobrás, não apenas a possibilidade de assegurar a geração de energia necessária ao país, mas também a concretização de um projeto que representa uma importante mudança de paradigma na construção de empreendimentos hidrelétricos. “Ao longo desses 20 anos, o projeto de Belo Monte foi sucessivamente otimizado. A usina que em breve será licitada é um projeto consistente e equilibrado, que assegurará parte importante do suprimento de energia previsto no Plano Nacional de Energia 2030 do Ministério de Minas e Energia, mas também trará grandes benefícios à população local”, ressalta o presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz.

 

Maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Belo Monte será a segunda maior usina hidrelétrica do país, atrás apenas de Itaipu, e a terceira no mundo. Os estudos capitaneados pela Eletrobrás possibilitaram a configuração de um projeto com capacidade instalada de 11.233 MW e apenas 516 quilômetros quadrados de área alagada, dos quais 200 quilômetros quadrados já são inundados durante os períodos de cheia do rio Xingu – a terceira melhor relação do país para empreendimentos acima de mil MW de potência instalada.

 

A viabilidade social e ambiental é parte importante do projeto. Os estudos preveem o reassentamento de milhares de pessoas que, atualmente, vivem em condições subumanas, sendo desabrigadas sazonalmente pelas cheias do rio Xingu. Urbanização, saneamento básico, energia elétrica, criação e operação de centros comunitários estão entre os benefícios sociais que advirão da construção da usina. “Não falamos de um enclave na Amazônia para beneficiar o restante do país. Falamos de alavancar o contexto de desenvolvimento regional, ouvindo as demandas da população local e estudando soluções que, conduzidas com excelência e ética, resultarão na melhoria da qualidade de vida do país, especialmente nas regiões Norte e Nordeste”, avalia o presidente da Eletrobrás.

 

A usina, que de acordo com o Ministério de Minas e Energia deve ir a leilão em março, tem previsão de início de geração para 2015.





Informações adicionais:
Assessoria de Comunicação da Eletrobrás
(21) 2514-5900/5920/4538