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Subida da taxa de juro potencializa ganho com CDB, mas prazo é o essencial Pensar no Certificado de Depósito Bancário (CDB) como opção atrativa diante de uma porção cada vez maior e mais variada de produtos e da queda da Selic parece desnecessário nos últimos anos. No entanto, o país ainda tem uma das maiores taxas de juros reais do mundo, em média de 6%, e este ano inicia com dois indicadores de um cenário ainda mais propício para o CDB: a provável subida da Selic, que pode ser de até três pontos percentuais, e o receio do aumento - num cenário mais pessimista - do descontrole da inflação. A escolha pela modalidade pós-fixada, cuja rentabilidade está atrelada à variação do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é unanimidade entre os especialistas. O provável aumento da Selic ao longo de 2010 não deve influenciar nos percentuais que o CDB paga do CDI ao longo do ano, que variam entre 95% e 110%. No entanto, o incremento nos juros básicos influencia a variação das taxas dos DIs. O que também não muda é a indicação do CBD para investidores conservadores. O gerente executivo da diretoria de varejo do Banco do Brasil, Antônio Cássio Segura, elenca outros motivos por optar pelo CDB, como fazer uma reserva de curto prazo, poder resgatar a qualquer momento e não ter volatilidade, pois não são marcados a mercado diariamente, como os fundos de investimento. Além disso, reforça que o objetivo do CDB é preservar o poder de poupança e ainda ter um pequeno lucro. Um fator importante para a obtenção de um rendimento mais atrativo é o prazo em que os valores ficam investidos. O resgate pode ser feito quando o investidor quiser. No entanto, quanto maior for o tempo da aplicação, melhor. O imposto de renda é cobrado de acordo com a tabela regressiva, ou seja, é possível pagar 15% - o percentual mais baixo - com aplicações acima de dois anos, conforme lembra o diretor financeiro do Banco Panamericano, Wilson Aro, onde é possível começar a aplicar em CDB com R$ 30.000,00. O diretor reforça que o rendimento não varia conforme o valor investido, mas devido ao prazo, e observa que há instituições onde o investimento mínimo é de R$ 1.000,00. No Panamericano, as taxas pagas do CDB têm sido até de 104% do CDI conforme o prazo. O gerente do Banco do Brasil destaca que os bancos têm procurado orientar seus clientes quanto a deixar os investimentos em CDB no maior tempo possível. Existe uma modalidade no BB chamada de CBD Parceria, em que o banco paga taxas maiores aos clientes que deixarem por mais tempo o valor investido. Normalmente, o BB paga 97% do CDI, mas pode pagar até 100%. O diretor executivo do Banco Bonsucesso, Jorge Lipiani, diz que a intenção do banco é fazer captações acima de 180 dias. A partir daí, ele sempre negocia as condições e as taxas com seus clientes. Nesta instituição, é possível investir em CDB com no mínimo de R$ 10.000,00. O diretor do Bonsucesso reforça que, apesar de não haver dúvidas é investimento voltado a conservadores, o percentual do qual o CDB em um portifólio diversificado varia de acordo com o perfil do cliente. Para o Lipiani, é inegável que o CDB continua atrativo, pois pode trazer um rendimento líquido de 5% ao ano. Para uma carteira conservadora, o executivo considera que até 60% pode estar alocado em renda fixa, e o CDB pode fazer parte ou ocupar a totalidade desse percentual; 20% deve estar em fundos multimercados, pois operam com alternativas mais sofisticadas e arriscadas; e os outros 20%, em bolsa.
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Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski |
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