|
Ínicio:
09/09/2008 |
|
DEBATE PORTAL ACIONI$TA & IBRI |
|
TEMA : A
Implantação das IFRS no Brasil |
|
Participantes:
Silvio Guerra
Álvaro Bandeira de Paula |
Relações com Investidores da Localiza Rent a Car S/A
Diretor de RI da M.Dias Branco |
|
|
|
O surto de crescimento e de globalização do mercado de capitais internacional, o acelerado processo de integração das bolsas mundiais e o expressivo avanço da tecnologia dos
meios de comunicação e informação reforçaram a necessidade da definição de um padrão contábil de referência mundial que permita a divulgação transparente e comparável do desempenho das companhias listadas nos
respectivos mercados.
As regras do IFRS criadas pelo IASB (International Accounting Standards Board) foram definidas como a base para a unificação das normas contábeis ao redor do mundo. A SEC
americana homologou as regras emitidas pelo IASB para as empresas estrangeiras negociadas nas bolsas americanas. Entre nós a Lei 11.638, que instituiu nova legislação contábil para fins societários, vem ao encontro
dos objetivos de unificação das normas contábeis internacionais. A CVM, por sua vez, trata de adequar o processo normativo aos dispositivos da lei societária que foram alterados e que necessitem de regulação, como é
o caso das demonstrações dos fluxos de caixa (DFC) e do valor adicionado (DVA), das operações e transações sujeitas ao ajuste a valor presente e da contabilização das doações e subvenções para investimentos, entre
outros.
Tendo em vista a complexidade do processo de padronização internacional das normas contábeis e seus reflexos no nosso mercado, pergunta-se: |
|
|
|
1. As áreas de RI das companhias brasileiras participam diretamente do processo de análise e adequação das normas contábeis aos dispositivos da lei nº 11.638? |
|
2. A nova legislação em que medida atende aos objetivos de padronização internacional dos procedimentos contábeis? |
|
3. Quais os itens introduzidos pela nova lei que proporcionam maior transparência nas demonstrações contábeis e uma melhor análise comparativa do desempenho das companhias pelos investidores e analistas de mercado? |
|
4. Se a sua empresa adotou o IFRS indique quais os principais benefícios e desvantagens percebidas? (Caso sua empresa não tenha adotado responda a pergunta seguinte). |
|
5. Se sua empresa ainda não adotou o IFRS indique quais as principais dificuldades para a implantação?
|
|
6.
As áreas de RI entendem pertinente promover campanhas de esclarecimento de seus investidores sobre os princípios contábeis do IFRS?
|
|
|
|
1.
As áreas de RI das companhias brasileiras participam diretamente do processo de análise e adequação das normas contábeis aos dispositivos da lei nº 11.638? |
| |
Álvaro Bandeira de Paula
O processo de análise e adequação das normas contábeis aos dispositivos da referida lei é função das respectivas áreas de Controladoria das empresas, no entanto as áreas de RI devem estar a par de todos os impactos que
ocorrerão nos resultados com as novas normas contábeis para possibilitar uma adequada comunicação ao mercado. Assim se faz necessária a interação das áreas nesse processo. |
|
|
| |
Silvio Guerra
A área de RI é impactada pela adequação das normas contábeis aos dispositivos da lei nº 11.638 feitas pela contabilidade e adequadas pela controladoria. Cabe a elas adequar as demonstrações da Cia a esta nova legislação.
O RI tem que deter o conhecimento dos impactos e efeitos desta nova legislação nas demonstrações da Cia.

|
|
|
|
|
|
2.
A nova legislação em que medida atende aos objetivos de padronização internacional dos procedimentos contábeis? |
| |
Álvaro Bandeira de Paula
Por ora a medida atende a padronização apenas de forma parcial, pois ainda estamos em processo de convergência das normas contábeis. Os instrumentos financeiros, por exemplo, são tratados de forma diferente, na 11638 pelo
critério do custo corrigido e no IFRS pelo critério do valor justo; nos processos de aquisições de empresas também temos diferenças no tratamento das informações caso a empresa adquirida não seja incorporada pela adquirente.
A nova legislação, portanto, está caminhando no sentido da padronização, porém ainda não conseguimos chegar a um patamar de total convergência aos padrões internacionais.
Por ora a medida atende a padronização apenas de forma parcial, pois ainda estamos em processo de convergência das normas contábeis. Os instrumentos financeiros, por exemplo, são tratados de forma diferente, na 11638 pelo
critério do custo corrigido e no IFRS pelo critério do valor justo; nos processos de aquisições de empresas também temos diferenças no tratamento das informações caso a empresa adquirida não seja incorporada pela adquirente.
A nova legislação, portanto, está caminhando no sentido da padronização, porém ainda não conseguimos chegar a um patamar de total convergência aos padrões internacionais. |
|
|
| |
Silvio Guerra
A nova legislação atende na medida em que um maior número de países passam a adotá-la. Consequentemente, temos um procedimento contábil uniforme e que pode ser lido / interpretado pelos usuários
(credores/fornecedores/clientes/acionistas) sem que práticas locais venham “distorcer” as interpretações.

|
|
|
|
|
|
3.
Quais os itens introduzidos pela nova lei que proporcionam maior transparência nas demonstrações contábeis e uma melhor análise comparativa do desempenho das companhias pelos investidores e analistas de mercado? |
| |
Álvaro Bandeira de Paula
Dentre os itens que proporcionarão maior transparência nas demonstrações contábeis e uma melhor análise comparativa do desempenho das companhia, podemos citar a obrigatoriedade da divulgação da Demonstração do Fluxo de Caixa
(DFC) e Demonstração do Valor Adicionado (DVA), o ajuste a valor presente de direitos e obrigações, o teste de Impairment
(utilizado para evidenciar e mensurar a perda da capacidade de recuperação do valor contábil de um ativo de longa duração), etc. |
|
|
| |
Silvio Guerra
Todas as alterações introduzidas pela nova legislação levam a maior transparência e analise das demonstrações financeiras, entretanto, em nossa interpretação existem algumas alterações que se destacam, tais como:
- Introdução do Fluxo de caixa,
- Adoção do Ajuste a Valor Presente
- Avaliação de ativos para “impairment” (valor de realização)
- Mudança no tratamento do leasing financeiro
- Registro dos derivativos a fair value

|
|
|
|
|
|
4.
Se a sua empresa adotou o IFRS indique quais os principais benefícios e desvantagens percebidas? (Caso sua empresa não tenha adotado responda a pergunta seguinte). |
| |
Álvaro Bandeira de Paula
- - - |
|
|
|
Silvio Guerra
Entendemos que não existem desvantagens nesta nova regulamentação. As vantagens estão descritas na questão 2 acima.

|
|
|
|
|
|
5.
Se sua empresa ainda não adotou o IFRS indique quais as principais dificuldades para a implantação? |
| |
Álvaro Bandeira de Paula
A empresa está em processo de implantação do IFRS. Realizamos o diagnóstico para implantação e estamos na fase de mudanças. Os principais desafios são referentes a
ajustes necessários no âmbito de sistemas e a capacitação do pessoal para atender aos requisitos do IFRS. |
|
|
|
|
|
|
|
6.
As áreas de RI entendem pertinente promover campanhas de esclarecimento de seus investidores sobre os princípios contábeis do IFRS? |
| |
Álvaro Bandeira de Paula
Sim. A priori deverão surgir muitas dúvidas por parte dos investidores das mudanças que ocorrerão com o IFRS. Cabe às áreas des RI das Companhias elaborarem relatórios
bastante transparentes, explicitando de forma bem clara os motivos das mudanças ocorridas. |
|
|
|
Silvio Guerra
Não há necessidade específica geral em função da ampla divulgação e conhecimento sobre o IFRS mas apenas naquilo específico que venha a alterar o entendimento contábil ou do MD & A na demonstração de resultados.

|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Acesse abaixo os debates
anteriores: |
|
1.
Acionista mais participativo |
|
2.
Votos nas Assembléias
|
|
3.
Governança Corporativa
|
|
4.
Profissionais de RI
|
|
5.
9º Encontro Nacional de RI: Atualização, mudanças, globalização |
|
6.
Segmentação da base de acionistas |
|
7.
A importância do site de RI e da Internet na ação dos Profissionais de RI |
|
8.
O papel da Imprensa no relacionamento do Investidor com a Companhia |
|
9.
A Crescente Complexidade das funções de R.I. e os Desafios dos Executivos da Área |
|
10.
Assembléias on-line, entraves e benefícios |
|
|
|
|