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Apostar em ações com transparência e bom
relacionamento com os clientes é mais do que lucrativo. O
Índice de Governança Corporativa acumulou mais ganhos que
o Ibovespa em 2004. A tendência de valorização dos papéis
das empresas pertencentes ao indicador é de longo prazo.
Enquanto o Ibovespa subiu 17,8%, o IGC obteve alta de
37,94% no período.
Dentre os papéis que compõem a carteira, o
destaque ficou com a Perdigão PN, que faz parte do Nível
1. A valorização acumulada no período é de 143, 21%.
Desde a adesão da Perdigão à governança (26 de junho de
2001), a alta soma 310,75%.
No Novo Mercado, que reúne as empresas com
o maior grau de transparência, o papel que mais subiu foi
a CCR Rodovias, com uma elevação de 138,51%. A CCR, que só
possui papéis ordinários (com direito a voto), desde a
entrada no Novo Mercado já promoveu uma rentabilidade de
236,8% aos seus acionistas.
Também com ganhos acima de 100% no ano
passado, são destacadas as ações PNs da Braskem, com alta
de 100,46%, da Gerdau Metalúrgica PN (122,66%), da Mangels
PN (132,58%) e da Randon, (132,35%). Desde a entrada no
Nível 1, no dia 26 de junho de 2001, os papéis da Randon
já subiram 1560% até o fim de 2004.
Do lado negativo, a maior queda de 2004 foi
das ações preferenciais da Hering, com perda de 33,10%. As
PNs da Net, recuaram no período de 32,97%. Já as
ordinárias da Sabesp caíram 25,35% e da Grendene 9,35%. As
PNs da Transpaulista cederam 10,26%. Os recuos estão
relacionados com os negócios destas empresas, que
contudo continuam privilegiando o relacionamento com os
acionistas.
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