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O ambiente macroeconômico favorável, baseado no crescimento do
emprego formal e da renda do brasileiro, e a continuidade da
oferta de crédito contribuíram fortemente para o desempenho da
Renner acima do esperado pelos analistas de mercado no segundo
trimestre
deste ano. Além dos incrementos consistentes no
faturamento com vendas, a companhia obteve uma margem bruta
recorde de 51,4%. O lucro líquido também surpreendeu, apresentando
um incremento de 90,2% em relação ao mesmo período do ano passado,
totalizando R$ 91 milhões.
A geração de caixa, medida pelo Ebitda, cresceu 57,8% e ficou em
R$156 milhões no trimestre. No semestre, esse número foi 65,1% em
relação há doze meses, e totalizou R$ 232,6 milhões. Quase 80%
desse indicador nos primeiros seis meses de 2010 foi conquistado
com vendas com cartões. A forma de parcelamento do valor total da
compra sem entrada e em cinco vezes com a bandeira da loja, sem o
acréscimo de juros, é responsável por 44% dessas vendas. Outra
modalidade que vem crescendo, mas ainda representa menos de 15%
dos negócios é o parcelamento em oito vezes, no qual é somado a
taxa de juros. As vendas com outros cartões de créditos
representam pouco mais de 20% do Ebitda.
De acordo com o diretor financeiro e de relações com investidor,
Adalberto dos Santos, a utilização dos plásticos deve continuar
aumentando ao longo dos anos. “Além da conjuntura favorável para a
liberação de crédito no Brasil, as mudanças recentes no setor de
cartões vai abrir um espaço também para cartões bandeirados como o
das Lojas Renner, e devemos aproveitar este espaço”, destacou
Santos durante teleconferência de resultados. Neste ano foram
emitidos 16 milhões de novos cartões Renner, um crescimento de
11,8%, com aumento do gasto médio de 9,1% por unidade.
Além da continua aposta no crescimento do crédito, a companhia dá
continuidade à expansão regional. Até o final do ano serão 11
lojas novas que se somarão as atuais 125. Elas serão instaladas,
em ordem cronológica, em Palmas (TO), Belo Horizonte (MG), São
Gonçalo (RJ), Salvador (BA), Cutia (SP) e Santa Maria (RS). Além
desses lançamentos, a empresa deve continuar elevando sua
participação em espaços comerciais menores. “Para o ano que vem
devemos continuar abrindo lojas em redes de lojas ou shoppings
considerados pontos compactos, e não estamos encontrando
dificuldade de encontrar estes locais, já que quase 80% deles já
estão sendo confirmados este ano”, revela Santos.
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