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22 de setembro de 2010

Empréstimos serão maiores para consumo no varejo e mercados imobiliário e de veículos


As perspectivas divulgadas pelo Bradesco durante reunião com investidores na Apimec-Sul são em parte justificadas por eventos que os economistas muitas vezes não conseguem explicar ou antecipar e que também nunca foram vistos no Brasil antes na dimensão em que se apresentam, conforme o economista-chefe da instituição, Octavio de Barros. Alguns deles são consolidados pelas vendas no varejo, que devem crescer 10,3% neste ano, percentual recorde no mínimo na última década. Alguns dos indicadores que influenciam esse desempenho são o incremento da massa real de rendimentos, que será de 6,88% em 2010; a geração líquida de emprego, que deve ser de 2.427,4 milhões de vagas, e o crescimento de 3,38% do número de estabelecimentos comerciais no Brasil.

Entre as expectativas e os produtos bancários que devem se destacar neste cenário estão o crédito imobiliário, de veículos e o consignado, além das operações com cartões. Durante o primeiro semestre, a renda obtida com as operações de créditos e cartões apresentaram os maiores incrementos em doze meses. Eles foram de 16,6% e 13,9% e representaram, respectivamente, 13% e 31% da receita total de R$ 6,377 bilhões, 13,2% superior ao mesmo semestre do ano anterior. O ganho com a administração de fundos também apresentou um dos maiores crescimentos, e foi de 15,9% em doze meses, responsável por 14% do faturamento. Na origem dos resultados finais, medidos pelo lucro líquido, a participação das transações de operações de crédito subiu de 19% para 29% em um ano.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Cartões de Crédito e Serviços (ABECS), divulgados pelo Bradesco, o faturamento da indústria brasileira de cartões deve subir do R$ 535 milhões neste ano, uma expansão de 20% em relação a 2009, para R$ 626 milhões em 2011, e se aproximar de R$ 1 bilhão em 2014. O crescimento do Bradesco neste mercado foi de 43% em faturamento no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2009, totalizando R$ 34,8 milhões. Em unidades, o incremento foi de 125%, totalizando 81,9 milhões de plásticos novos emitidos, que totalizam 138 milhões. O lucro líquido cresceu 16,4% e encerrou o semestre a R$ 4,602 bilhões.

A expansão da carteira total de crédito deve ser 15% neste ano em relação ao anterior. O destaque continua sendo para pequenas e médias empresas, com a incremento de 21,4%. No mês de junho, este segmento correspondia a 30% dos recursos emprestados, 34% era para grandes empresas e 37% para pessoa física. Na modalidade consignado, a participação do banco encerrou o período em 10%. Ela está entre os maiores potenciais devido a essa fatia ainda pequena. De acordo com Barros, o banco deve elevar seu markeshare através do cliente atual.

No financiamento de imóveis, o Bradesco já atingiu 90% do montante do que foi emprestado em todo o ano passado, ou seja, R$ 4,234 bilhões. Em unidades, isso representa quase 40 mil unidades financiadas. Os potenciais para este mercado são de longe os maiores, já que o crédito imobiliário representa no Brasil apenas 3% do PIB, e deve chegar aos 12% em sete anos. Um considerável incremento no mercado de veículos também é esperado, especialmente, porque a fatia de mercado do Bradesco é de 19% dos R$ 31,4 bilhões emprestados a pessoas físicas para a compra de automóveis.
 


Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski

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