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As
perspectivas
divulgadas
pelo
Bradesco
durante
reunião com
investidores
na
Apimec-Sul
são em
parte
justificadas
por eventos
que os
economistas
muitas
vezes não
conseguem
explicar ou
antecipar e
que também
nunca foram
vistos no
Brasil
antes na
dimensão em
que se
apresentam,
conforme o
economista-chefe
da
instituição,
Octavio de
Barros.
Alguns
deles são
consolidados
pelas
vendas no
varejo, que
devem
crescer
10,3% neste
ano,
percentual
recorde no
mínimo na
última
década.
Alguns dos
indicadores
que
influenciam
esse
desempenho
são o
incremento
da massa
real de
rendimentos,
que será de
6,88% em
2010; a
geração
líquida de
emprego,
que deve
ser de
2.427,4
milhões de
vagas, e o
crescimento
de 3,38% do
número de
estabelecimentos
comerciais
no Brasil.
Entre as
expectativas
e os
produtos
bancários
que devem
se destacar
neste
cenário
estão o
crédito
imobiliário,
de veículos
e o
consignado,
além das
operações
com
cartões.
Durante o
primeiro
semestre, a
renda
obtida com
as
operações
de créditos
e cartões
apresentaram
os maiores
incrementos
em doze
meses. Eles
foram de
16,6% e
13,9% e
representaram,
respectivamente,
13% e 31%
da receita
total de R$
6,377
bilhões,
13,2%
superior ao
mesmo
semestre do
ano
anterior. O
ganho com a
administração
de fundos
também
apresentou
um dos
maiores
crescimentos,
e foi de
15,9% em
doze meses,
responsável
por 14% do
faturamento.
Na origem
dos
resultados
finais,
medidos
pelo lucro
líquido, a
participação
das
transações
de
operações
de crédito
subiu de
19% para
29% em um
ano.
De acordo
com dados
da
Associação
Brasileira
de Cartões
de Crédito
e Serviços
(ABECS),
divulgados
pelo
Bradesco, o
faturamento
da
indústria
brasileira
de cartões
deve subir
do R$ 535
milhões
neste ano,
uma
expansão de
20% em
relação a
2009, para
R$ 626
milhões em
2011, e se
aproximar
de R$ 1
bilhão em
2014. O
crescimento
do Bradesco
neste
mercado foi
de 43% em
faturamento
no primeiro
semestre em
relação ao
mesmo
período de
2009,
totalizando
R$ 34,8
milhões. Em
unidades, o
incremento
foi de
125%,
totalizando
81,9
milhões de
plásticos
novos
emitidos,
que
totalizam
138
milhões. O
lucro
líquido
cresceu
16,4% e
encerrou o
semestre a
R$ 4,602
bilhões.
A expansão
da carteira
total de
crédito
deve ser
15% neste
ano em
relação ao
anterior. O
destaque
continua
sendo para
pequenas e
médias
empresas,
com a
incremento
de 21,4%.
No mês de
junho, este
segmento
correspondia
a 30% dos
recursos
emprestados,
34% era
para
grandes
empresas e
37% para
pessoa
física. Na
modalidade
consignado,
a
participação
do banco
encerrou o
período em
10%. Ela
está entre
os maiores
potenciais
devido a
essa fatia
ainda
pequena. De
acordo com
Barros, o
banco deve
elevar seu
markeshare
através do
cliente
atual.
No
financiamento
de imóveis,
o Bradesco
já atingiu
90% do
montante do
que foi
emprestado
em todo o
ano
passado, ou
seja, R$
4,234
bilhões. Em
unidades,
isso
representa
quase 40
mil
unidades
financiadas.
Os
potenciais
para este
mercado são
de longe os
maiores, já
que o
crédito
imobiliário
representa
no Brasil
apenas 3%
do PIB, e
deve chegar
aos 12% em
sete anos.
Um
considerável
incremento
no mercado
de veículos
também é
esperado,
especialmente,
porque a
fatia de
mercado do
Bradesco é
de 19% dos
R$ 31,4
bilhões
emprestados
a pessoas
físicas
para a
compra de
automóveis.
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