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Composto por 59
empresas e 10
consórcios, o
Grupo Cemig vem
seguindo o Plano
Diretor anunciado
em 2003. O
objetivo final é,
através da
expansão para
fora de Minas
Gerais, estar em
dez anos entre os
dois maiores
grupos de energia
do Brasil em
valor de mercado
e se tornar a
companhia
responsável pela
integração
energética da
América Latina.
Os passos dados
pela empresa no
ano de 2009 e as
ações dos
próximos dois
anos foram
detalhadas pelo
gerente do
Mercado
Investidor,
Antonio Vélez,
durante reunião
com investidores
e analistas na
Apimec-Sul.
Em 2010 serão
investidos R$
3,129 bilhões. O
destaque são dois
projetos: a
concretização da
aquisição da
parte dos
minoritários na
Terna (atual
Taesa) e do
aumento da
participação na
Light. A Cemig
comprou a parcela
da Andrade
Gutierrez e da
Equatorial, dois
componentes do
consórcio RME,
que controla a
Light, e elevou
sua participação
em 49% do
capital. O
aumento de mais
de 26% no capital
total dessa
empresa foi
possível através
da parceria com
um Fundo de
Participação –
maneira que a
companhia tem
utilizado para
fazer suas
aquisições.
Vélez detalhou a
composição da
nova diretoria da
empresa adquirida
há cerca de sete
anos. A liderança
será o
ex-presidente da
Agência Nacional
de Energia
Elétrica (Aneel),
Gerson Kelman. O
executivo
destacou que os
diretores dos
departamentos de
distribuição,
geração e
finanças são
profissionais com
experiência de
mais de duas
décadas no setor
ou no Grupo
Cemig. A
justificativa
para a
preocupação com a
gestão da Light,
da qual o grupo
não é o
controlador, é a
utilização dela
como o veículo
responsável pelo
crescimento do
grupo nos
próximos anos.
Atualmente, a
companhia mineira
tem 13% do
marketshare
nacional do
segmento de
distribuição, e
por isso, é o
líder.
Na área de
transmissão, a
Cemig é a
terceira maior do
país, através da
presença em 13
estados. Ela
finalizou as
obras de uma
linha de
transmissão em
Nueva Temuco no
Chile, cuja
estrutura não foi
atingida pelo
recente
terremoto. De
acordo com o
gerente, esse
projeto está em
linha com o
objetivo de se
tornar a
companhia um
player
latino-americano.
Uma das
aquisições
recente foi da
Taesa, antiga
Terna. Este ano
começaram as
operações das
linhas da
Transmissão
Centro Oeste, da
qual a companhia
tem 51% do
capital. Em
junho, iniciam as
operações dos 775
km da EBTE, da
qual a Cemig
participa com
68%, e que
representam 10%
da extensão total
das linhas de
transmissão da
companhia, que é
de 7.506 km.
No setor de
geração, a Cemig
vai agregar
capacidade ao
longo dos anos. A
Usina de Santo
Antonio no Rio
Madeira, um dos
projetos mais
esperados da
última década,
começa a operar
em 2012. Dele, a
Cemig tem 10% do
capital, através
da participação
em um Consórcio.
A capacidade
instalada do
grupo é de 6.754
MW, através da
atuação em 67
usinas.
Recentemente, foi
anunciada a
disputa pela
construção e
venda da Usina de
Belo Monte, outra
das grandes obras
esperadas nos
últimos anos. A
Cemig não entrou
em nenhum dos
dois consórcios
que se
apresentaram. De
acordo com Vélez,
a empresa irá
posicionar apoio
ou não a um
deles, somente
após a realização
do leilão.
Confira os
resultados de
2009 e do 4T09 |