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19 de abril de 2010
Cemig reafirma ser consolidadora e aponta a Light como veículo do crescimento
 

Composto por 59 empresas e 10 consórcios, o Grupo Cemig vem seguindo o Plano Diretor anunciado em 2003. O objetivo final é, através da expansão para fora de Minas Gerais, estar em dez anos entre os dois maiores grupos de energia do Brasil em valor de mercado e se tornar a companhia responsável pela integração energética da América Latina. Os passos dados pela empresa no ano de 2009 e as ações dos próximos dois anos foram detalhadas pelo gerente do Mercado Investidor, Antonio Vélez, durante reunião com investidores e analistas na Apimec-Sul.

Em 2010 serão investidos R$ 3,129 bilhões. O destaque são dois projetos: a concretização da aquisição da parte dos minoritários na Terna (atual Taesa) e do aumento da participação na Light. A Cemig comprou a parcela da Andrade Gutierrez e da Equatorial, dois componentes do consórcio RME, que controla a Light, e elevou sua participação em 49% do capital. O aumento de mais de 26% no capital total dessa empresa foi possível através da parceria com um Fundo de Participação – maneira que a companhia tem utilizado para fazer suas aquisições.


Vélez detalhou a composição da nova diretoria da empresa adquirida há cerca de sete anos. A liderança será o ex-presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Gerson Kelman. O executivo destacou que os diretores dos departamentos de distribuição, geração e finanças são profissionais com experiência de mais de duas décadas no setor ou no Grupo Cemig. A justificativa para a preocupação com a gestão da Light, da qual o grupo não é o controlador, é a utilização dela como o veículo responsável pelo crescimento do grupo nos próximos anos. Atualmente, a companhia mineira tem 13% do marketshare nacional do segmento de distribuição, e por isso, é o líder.

Na área de transmissão, a Cemig é a terceira maior do país, através da presença em 13 estados. Ela finalizou as obras de uma linha de transmissão em Nueva Temuco no Chile, cuja estrutura não foi atingida pelo recente terremoto. De acordo com o gerente, esse projeto está em linha com o objetivo de se tornar a companhia um player latino-americano. Uma das aquisições recente foi da Taesa, antiga Terna. Este ano começaram as operações das linhas da Transmissão Centro Oeste, da qual a companhia tem 51% do capital. Em junho, iniciam as operações dos 775 km da EBTE, da qual a Cemig participa com 68%, e que representam 10% da extensão total das linhas de transmissão da companhia, que é de 7.506 km.

No setor de geração, a Cemig vai agregar capacidade ao longo dos anos. A Usina de Santo Antonio no Rio Madeira, um dos projetos mais esperados da última década, começa a operar em 2012. Dele, a Cemig tem 10% do capital, através da participação em um Consórcio. A capacidade instalada do grupo é de 6.754 MW, através da atuação em 67 usinas. Recentemente, foi anunciada a disputa pela construção e venda da Usina de Belo Monte, outra das grandes obras esperadas nos últimos anos. A Cemig não entrou em nenhum dos dois consórcios que se apresentaram. De acordo com Vélez, a empresa irá posicionar apoio ou não a um deles, somente após a realização do leilão.

Confira os resultados de 2009 e do 4T09



Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski

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