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15 de março de 2010

Incertezas quanto à sustentabilidade da demanda mundial devem pressionar margens

A busca por mercados abundantes em matérias-primas e a consolidação da parceria com a Petrobras no Brasil foram objetivos reafirmados pela Braskem durante apresentação de resultados com associados da Apimec-Sul. As margens maiores de rentabilidade em outros países, especialmente, pela presença de fontes naturais, como de gás nos Estados Unidos e Petróleo na Venezuela, é a principal justificativa. As aquisições e os investimentos mais recentes da companhia foram nesta linha e devem continuar, principalmente, diante do cenário de preços menores para os produtos petroquímicos a partir do quarto trimestre deste ano, conforme sinalizou a diretora de relações com investidor, Luciana Ferreira.

A entrada de novos volumes mundiais – e de plantas que estão sendo consolidadas pela própria Braskem, o aumento do preço das matérias-primas – diante da subida do petróleo e do nafta - e a retomada do dólar devem fazer pressão nas cotações nos próximos dois anos. Em 2009, a volta da demanda já pode ser percebida, ainda que de forma tímida, como na Europa, que foi de 2%, e na China, que surpreendeu com o incremento do PIB. No entanto, esse cenário deve ficar mais claro a partir da metade do ano de 2010, pois ainda há problemas em operações e as altas taxas de desemprego nos EUA preocupam. A Argentina, que é o segundo maior mercado petroquímico do mundo, também dá sinais de melhora.

No Brasil, a demanda por resinas termoplásticas cresceu 1% no ano passado, e atingiu 4,2 milhões de toneladas. No período, as vendas da Braskem de resinas aumentaram 14% em relação a 2008, frente a uma produção maior de 10% de resinas, atingindo 3,1 milhão t. As vendas de Propileno (PP) se destacaram e tiveram incremento de 9%, influenciadas pela maior disponibilidade do insumo na planta de Paulínia (RJ). As vendas de PVC caíram 8%, devido a menor utilização da indústria de construção civil.

Diante desse desempenho e influenciada por um real mais valorizado no quarto trimestre, a Braskem apresentou resultados em linha com 2008, mas inferiores e contribuiu para resultados negativos ou menores. Em 2009, a empresa apresentou um Ebitda de R$ 2,4 bilhões, em linha com 2008, e com uma margem de 16,2%. A Receita líquida diminuiu 18% na mesma relação, ficando em R$ 15,248 bilhões. O lucro líquido foi de R$ 917 milhões, bem acima do prejuízo de R$ 2,5 bilhão do ano anterior.
 


Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski

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