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O primeiro trimestre de 2010 é importante para a CPFL Energia porque
marca a retomada do crescimento da companhia aos níveis pré-crise em
2008, conforme destacou o diretor de relações com mercado Gustavo
Estrella durante apresentação de resultados na Apimec-Sul. A alta nas
vendas para o setor industrial e de baixa tensão (residencial e
comercial) são indicativos que essa recuperação vai se sustentar ao
longo de 2010, na visão do diretor. No 1tr10, a companhia apresentou
um volume 8,5% superior na venda de energia na área de concessão,
totalizando 12.796 GWh. O destaque foi para o incremento de 20% no
volume vendido para o mercado livre (TUSD), ou seja, o segmento
industrial.
Esse consumidor ainda representa uma pequena parte do volume vendido,
pouco abaixo dos 3 mil GHW no trimestre. No entanto, é visto como
potencial para a CPFL Energia, conforme Estrella. Os indicadores
macroeconômicos de criação de empregos formais (pesquisados pelo
CAGED), que atingiu 1,6 milhão em março deste ano, frente aos 856 mil
no mesmo período do ano passado, e os montantes crescentes de crédito
concedido no Brasil reforçam a expectativa da companhia. Segundo o
executivo, ainda há setores importantes da economia que devem
recuperar o consumo de energia, como o automotivo, que consome 1,5%
menos energia em relação ao primeiro trimestre de 2008, antes da
crise. Outro setor é o de metalurgia. Ambos, lembra Gustavo Estrella,
devem ter uma forte demanda no Brasil nos próximos anos.
O consumo residencial também deve crescer na visão do grupo. A
perspectiva é baseada no consumo por habitante no Brasil que ainda é
baixo, é de 469 KWh. Em países em desenvolvimento, como é o caso do
Uruguai, esse montante é duas vezes superior. Para se preparar para
este cenário, a companhia vai continuar, no curto prazo, visando ao
aumento de capacidade de geração de energia hidráulica, pelo risco e
custo inferiores. Neste ano, deve participar de todos os leilões com
entrega entre cinco e três anos. A empresa acredita que serão
realizados 12 processos, e que eles podem contribuir para agregar 440
mil MW à base da companhia só neste ano.
Para os próximos anos, a CPFL Energia tem garantido novos incrementos
na sua base de geração. Este ano está agregando a sua rede, mais sete
que pertencem a consumidores particulares, conforme exigência do
regulador do setor. No início do segundo semestre, entra em operação a
Usina de Foz do Chapecó, que tem uma potência instalada de 430 MW e
uma energia assegurada de praticamente metade dessa capacidade.
Entre 2010 e 2012, o grupo contará com três novos projetos de biomassa
que agregaram pouco mais de 200 MW, e se somarão a outras duas
unidades. Além dessas capacidades, a companhia tem investido em
parcerias com antigas usinas de álcool e açúcar para o aproveitamento
do bagaço da cana para a produção de energia. Atualmente, se relaciona
com 200 pequenos produtores. Outros sete parques eólicos também
incrementarão a geração de energia, através de uma capacidade de 118
MW.
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