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26 de ouutbro de 2009

Preços maiores a partir do final do ano devem recuperar margem da Suzano em 2010

O reajuste dos preços da celulose de eucalipto vendida pela Suzano Papel e Celulose desde o final de setembro acompanhou a retomada da cotação no mercado internacional e é um dos fatores que devem beneficiar a companhia no último trimestre de 2009. Em conferência com analistas sobre os resultados do terceiro trimestre (3tr09), o presidente, Antonio Maciel Neto, apontou outros drivers: a disciplina na redução dos custos, o impacto positivo da apreciação do real em relação ao dólar, e o crescimento da demanda interna de papéis de imprimir e cartão.

A recuperação na demanda da celulose de fibra curta (eucalipto) no mercado chinês mostra um ritmo crescente, inclusive em relação à América do Norte e Europa (de acordo com a tabela abaixo). Em relação há 12 meses, a cotação da commodity na China subiu 93,4% no 3Tr09. O preço da celulose de fibra longa também apresentou incremento, e fechou o trimestre a US$645 na por tonelada (ton) na China. A diferença das cotações da celulose de fibra curta e longa representa mais uma expectativa em relação à celulose de eucalipto, que deve passar a ser comprado no lugar da celulose produzida a partir de fibra longa.

Diante do cenário, a Suzano anunciou elevação de preços para o mês de novembro nas vendas para a América do Norte, de US$ 730/ton; para a Ásia de US$ 660/ton; e para a Europa, de US$700/ton. O preço líquido médio da companhia está maior, pois foi acompanhando da redução de 80% dos custos em reais, e 25% do custo total de produção do 3tr09 em relação ao mesmo período do ano passado. A empresa foi beneficiada pela apreciação do real frente ao dólar, o que reduziu seu custo, que é 80% em moeda brasileira, por isso também conseguiu diminuir em 20% os custos totais entre o segundo e o terceiro trimestre deste ano. Devido a esses fatores, que devem continuar presentes em 2010, a companhia acredita que os preços dificilmente caem dos patamares atuais, agregadas a continua recuperação de demanda.

O cenário para o papel já é mais desafiador. O efeito do câmbio foi contrário no mercado interno, contribuindo que a Suzano perdesse um pouco dos seus mercados de papel de escrever, imprimir e cartão, devido ao aumento das importações brasileiras. De acordo com o presidente Antonio Maciel Neto, este é um dos desafios para a companhia nos próximos meses e anos. Para isso, a Suzano deve preparar uma estratégia, principalmente no segmento de papéis revestidos, onde mais atua, optando inclusive para a redução de preços, mesmo que isso dificulte uma recuperação mais rápida das margens.

As margens da companhia não retomaram como o esperado por alguns analistas. Os volumes vendidos no 3tr09 foram 23,3% inferior ao trimestre passado. Os resultados foram impactos por paradas programadas e um incidente na planta de Mucurí, na Bahia. Por outro lado, o cambio ajudou a incrementar o lucro, que foi maior de R$ 213 milhões no período e, no primeiro semestre, representou uma variação a 1.500% frente as primeiros noves meses de 2008, já impactados pelo início da crise.

Evolução dos preços da tonelada da celulose de eucalipto em dólares em cada trimestre de 2009

Local/Valor/Período

US$/ton 1Tr09

US$/ton 2Tr09

US$/ton 3Tr09

US$/ton Out/09

América do Norte

570

560

650

700

China

395

464

578

590

Europa

494

506

599

650

Fonte: Relatório de Resultados do 3Tr09 da Suzano Papel e Celulose

Confira os resultados completos do 3tr09 da Suzano Papel e Celulose



Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski

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