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Tractebel garante base para continuação do crescimento e do ganho com preço menor
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23 de março de 2009
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A Tractebel Energia, do grupo GDF Suez, permanece responsável pela geração de 6% da produção total de energia no Brasil e com o ímpeto de ser consolidadora do setor. Para continuar mantendo essa posição, precisa crescer cerca de 4% ao ano. A partir 2009, o incremento que terá na geração de energia será através da Usina Hidrelétrica de Estreito, que será transferida da GDF para a Tractebel e adicionará 435 MW (MegaWatts) à capacidade instalada da companhia. Toda a energia que será produzida já foi contratada no leilão de energia nova que aconteceu em outubro de 2007.

A partir de 2010, devem entrar para a conta da empresa parte dos 33 MW gerados pela termelétrica de biomassa, a UTE Andrade, construída em parceria com a empresa Açúcar Guarani. A produção de 340 MW ainda não contratada é do projeto de da Usina de Seival, na Reserva de Candiota, no Rio Grande do Sul. O início de produção depende da liberação da exportação para Uruguai e Argentina pelo Governo brasileiro. De acordo com o Analista de Relações com Investidor, Rafael Bósio, só é interessante para a companhia a exportação dessa produção, pois os níveis de retorno oferecidos pelo governo brasileiro não compensam o investimento.

A empresa relevou os próximos passos em reunião com investidores na ApimecSul, em 20/03/09. No final de 2008, a companhia integrou ao portfólio de 6.432 MW em 19 usinas (a maioria hidrelétrica) três ativos de geração que tinham sido adquiridos pelo grupo GDF Suez. As usinas de energia eólica em Beberibe (Ceará) e em Pedra do Sal (Piauí) vão agregar, respectivamente, 25,6 MWe 18 MW, dos quais boa parte já está contratada com a Eletrobrás, e mais quase 20 MW da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) em Areia Branca, em Minas Gerais. A Tractebel investiu cerca de R$ 200 milhões nos projetos.

A dívida contraída com essas compras será paga através das emissões que deve fazer. Uma delas será de debêntures (não conversíveis em ações) no valor de R$ 600 milhões, por 125% do CDI em um prazo de dois anos. Outra é de notas promissórias no valor de R$ 300 milhões, com o objetivo de liquidar parte da dívida gerada das debêntures. O endividamento da Tractebel é considerado baixo, fica em cerca de 1,4x do Ebitda (índice que mede a geração de caixa), um pouco maior do que há um semestre, quando a relação era de 1,2x. A tranqüilidade para seguir os investimentos – fundamentais para manter o marketshare e garantir o crescimento anual estipulado em no mínimo de 4% - é o caixa de R$ 1.8 bilhão com o qual encerrou 2008.

O desafio, principalmente para 2009, é o patamar do preço da energia, que deve ser maior do que nos últimos três anos. De acordo com Rafael Bósio, a sobra gerada pela ligação das térmicas em períodos de deficiência de chuvas e a estabilidade do volume que abastasse as hidrelétricas neste ano, pressionarão o preço. Isso já elevou o custo de produção das companhias instaladas no Brasil, o que deve ser um dos agravantes. Frente a isso, a Tractebel permanecerá descontratada a partir do ano que vem, ou seja, com a energia produzida ainda não vendida, com o objetivo de tentar aproveitar preços mais baixos, que acredita que vão predominar nos anos seguintes.

Confira os resultados 4T08 e consolidados de 2008



Apresentaç
ão Resultados 4T08 - ApimecSul
Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski

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