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O fato de
indicadores como o ebitda, o lucro líquido e receitas líquida e bruta
do Grupo Randon terem apresentado um crescimento da taxa média anual
composta (CAGR) em torno dos 25% durante cinco anos demonstra o ganho
de qualidade e eficiência com que a companhia tem trabalhado. Essa
foi a maneira como o diretor corporativo e de relações com investidor
da Randon, Astor Schmitt, definiu a expansão do Grupo durante o 6º
Encontro com a Mídia e Convidados. Esse desempenho também é
apresentado como um resultado do Plano Plurianual, que contempla o
período entre 2003 e 2009.
Dos cinco anos
avaliados, 2007 é considerado por Schmitt o "momento de ouro". Para
este ano, a empresa garante seguir o mesmo ritmo de investimentos,
mas com um cuidado especial à gestão, pois 2008 promete ser um ano
marcado por desafios. Entre eles estão o aumento de custos na cadeia
produtiva estimulado pela valorização das commodities, a
possível redução da liquidez mundial, influenciada por uma possível
desaceleração da economia norte-americana, o que deve reduzir o
acesso a crédito e a demanda pela produção da Randon. Além disso, a
empresa não descarta uma queda nos pedidos futuros da frota de
veículos nacionais, porque recentemente, passou por um momento de
renovação, diminuindo a idade média da frota brasileira de 15 anos
para 10 anos.
O destaque de
2008 deve continuar sendo o mercado brasileiro. Os setores de
mineração, infra-estrutura e agricultura sustentarão o aquecimento da
demanda doméstica pelos implementos rodoviários, ferroviários e por
veículos especiais, que foi responsável por 49,97% da receita do
grupo no ano passado. De acordo com o vice-presidente da companhia,
David Randon, além do setor primário, a produção industrial
continuará se expandido, assim como o estímulo ao consumo, através do
crédito. O setor de serviço é entendido como um meio de grandes
oportunidades para as empresas do grupo. A Randon acredita que os
estímulos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) serão
sentidos na economia, através da implementação de obras. Dessa forma,
o setor de construção e as atividades de bens para exportação, assim
como serviços públicos, serão estimulados. E, por fim, o setor
automotivo tem boas expectativas e deve continuar sendo uma das
razões para o direcionamento das vendas do grupo para o mercado
nacional. De acordo com a companhia, a expectativa das montadoras de
que o mercado cresça entre 8% e 15% traz a perspectiva de elevação de
receitas neste segmento de atuação do grupo Randon que, em 2007,
ficou com 48,25% das receitas.
Em relação ao
cenário externo, a empresa continua disposta a ampliar sua
participação. Mesmo estando entre as dez principais montadoras do
mundo, a companhia tem uma participação de apenas 2,5% no mercado
mundial. Os negócios com a América do Sul e Central representam 10%
das exportações (em dólares) de 2007, a Europa e a África ficaram,
cada uma, com 10%, para o Mercosul e o Chile a Randon elevou as
vendas, pois os respectivos países passaram a ter uma participação de
28% para 33% em um ano. Para os membros do bloco do Nafta, onde é
bastante atuante, principalmente, através dos contratos de
fornecimentos para as montadoras, o faturamento diminuiu de 33% para
26%. O movimento já é reflexo de alguma desaceleração da economia dos
EUA. Quanto a isso, o grupo Randon pretende trabalhar com ampliação e
diversificação de segmentos de negócios naquele país, providência que
já é visível na Fras-Le, controlada do grupo, e que tem como grande
parceiro os compradores americanos.
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Indicadores |
Resultado
2007 (R$) |
Variação
versus 2006 |
Guindance
2008 |
|
Receita Bruta |
R$ 3,50
bilhões |
24,4% |
R$ 4
bilhões |
|
Receita Líquida |
R$ 2,53
bilhões |
25,2% |
R$ 2,8
bilhões |
|
Ebitda |
R$ 388,06
milhões |
31,8% |
- |
|
Investimentos |
R$ 196,6
milhões |
- |
R$ 250
milhões |
|
Lucro Líquido |
R$ 173,4
milhões |
30% |
- |
|
Exportações |
US$ 235
milhões |
13,6% |
US$ 250
milhões |
Fonte: Relatório Randon S.A. distribuído no 6º Encontro com a
Mídia e Convidados. |