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Banco do Brasil vai crescer por aquisições e atuar de forma mais agressiva em seguros
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18 de março de 2008
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O Banco do Brasil quebrou um paradigma, nas palavras do diretor executivo de Relações com Investidor, Gilberto Lourenço da Aparecida. Durante ApimecSul, o executivo explicou que a partir do momento que o BB anunciou o estudo para incorporação dos bancos de Brasília (BRB), do Piauí (BEP) e o Banco Estadual de Santa Catarina (BESC), em fase de contratação da empresa que fará a avaliação da carteira do banco, não deixou de apostar no crescimento orgânico. “Ainda existe espaço para crescer organicamente. Aquisições não são determinantes, e só acontecerão se vierem ao encontro da estratégia de elevar a base de clientes, conquistar novas folhas de pagamento e estreitar ainda mais relações com o funcionalismo público, assim como contribuir para tornar o Banco do Brasil um líder também regional”.

Dessa estratégia faz parte a expansão no financiamento ao consumo. O CDC consignação e o financiamento a veículos são os carros chefes da empresa. O funcionalismo público foi responsável por 80% dos R$ 11,9 bilhões liberados através de consignado em 2007, proporção que deve se manter em 2008. O financiamento ao consumo no BB vem crescendo a uma taxa anual, desde 2004, de 25,8%. Essa carteira totalizou R$ 32 bilhões no ano passado. O financiamento de veículos ocupou proporção pequena, mas é a área que mais cresce, cerca de 86% ao ano. Para 2008, o BB tem a meta de liberar R$ 6 bilhões em financiamento de veículos, ou seja, o dobro do ano passado. Esse montante faz parte de uma carteira total de crédito de R$ 160 bilhões, que o banco espera expandir em 25% em 2008. A pessoa física – foco escolhido pela companhia – deve ser incrementada em 35%, e a carteira de empresas, cerca de 30%. O financiamento ao agronegócio pode ser elevado em 20%, acompanhando a demanda do segmento.

De acordo com Gilberto, a atuação do BB em crédito pretende ser, cada vez mais, equilibrada, e ter o objetivo de estimular o consumo. A carteira de crédito às empresas somou R$ 65,5 bilhões em 2007. A maior parcela foi emprestada às médias e grandes empresas, mas o destaque foi o incremento dos empréstimos às médias e pequenas empresas. Isso deve seguir como uma tendência, assim como o desempenho do Banco do Brasil em segmento que até então não ocupa posição de mercado considerável, como os principais concorrentes. O setor de seguros é um deles. A expansão dessa carteira tem sido estável há cerca de quatro anos, em torno dos 18,5%. Em 2007, totalizou R$ 1,2 bilhão. Algumas iniciativas já estão presentes no dia-a-dia das agências bancárias – canal que o banco aposta para a venda de todos os produtos. Seguros estão sendo oferecidos durante o financiamento de veículos, inclusive pelas redes varejistas com as quais o BB faz parceria para a venda deste produto. Através da área de crédito, como por exemplo, o produto que garante o empréstimo ao tomador em caso de falecimento. Assim como no financiamento imobiliário, área que o Banco acredita que deve impulsionar o setor de seguros, à medida que venha a se desenvolver mais.

O ano de 2007 foi um período de início de reestruturações, que veio após uma fase de recuperação dos resultados do banco. Entre os novos caminhos seguidos pela companhia, onde se inclui a entrada no Novo Mercado da Bovespa e as ofertas de ações para elevar os papéis em circulação no mercado de capitais, estão algumas novas regras internas que dirigiram o foco do atendimento ao cliente considerado estilo. O banco baixou o limite de renda que enquadrava o cliente, que passou de R$ 10 mil para R$ 6 mil. Com isso, a expectativa é elevar o contingente atendido e aumentar as vendas de produtos. Sendo que um deles deve ser os de seguro.

Incluído nesse plano de reestruturação, estavam o Plano de Aposentadoria Antecipada (PAA) e uma reestruturação societária no Plano de Saúde do BB, a Cassi. Foram esses eventos os grandes responsáveis pelos efeitos negativos (não recorrentes) que aumentaram os custos ‘da companhia e impactaram o lucro líquido de 2007, que foi de R$ 5,058 bilhões, frente aos R$ 6,044 bilhões de 2006. Os gastos com a Cassi devem continuar por mais três anos, mas não serão considerados não-recorrentes, como os R$ 150 milhões consumidos no ano passado. Neste ano até 2009, serão aplicados mais R$ 50 milhões por ano. Eles visam implementar as medidas que equipararam a contribuição da Cassi para as duas categorias de funcionários, a um percentual 4,5% ao ano.   

Resultados 4T07

 
Apresentação Apimec-Sul
Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski
redacao@acionista.com.br
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