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12 de novembro de 2009
 

Retomada recuperação da economia ainda não reflete desempenho do Grupo Randon

Os resultados do terceiro trimestre do Grupo Randon, provedor de soluções para transporte e logística, foram influenciados pelo desempenho do setor primário brasileiro e da indústria nacional de bens duráveis. As vendas das empresas Jost, através da qual a companhia detém 86% do mercado, da Master e da Suspensys acompanharam a performance do mercado de rodas, freios, lonas e peças de reposição para o agronegócio brasileiro. A retomada – mesmo que ainda tímida - das vendas das montadoras de automóveis – influenciou nas vendas principalmente da Fras-le, cujos resultados se destacaram entre os demais negócios do grupo, de acordo com o diretor corporativo e de relações com investidor, Astor Schmitt.

Os números da companhia foram detalhados em apresentação de resultados durante reunião com investidores e associados na Apimec-Sul. Em comparação com o mesmo trimestre do ano passado, as vendas de implementos da companhia foram 31,6% menores, de peças para veículos especiais, 22,5%, e de freios, 37%. No entanto, as vendas de materiais de fricção, produzidos pela Fras-le, foram somente 3,1% menor. Na comparação com o trimestre anterior, as vendas também caíram. A receita líquida do grupo no trimestre totalizou R$ 1,752,6 bilhão, 32,2% inferior a 2008. O Ebitda caiu 47,4%, ficando em R$ 213 milhões. Com isso, o lucro líquido totalizou R$ 98 milhões, representando uma queda de 46,1%.

A visão da Randon é positiva para os próximos trimestres. “Parece que a confiança começou a voltar, e isso gera oportunidades para o setor de transportes”, justificou Schmitt. Além dessa percepção, a empresa se apoia em indicadores como a expectativa da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) de crescimento entre 2,9% e 4,8% para a safra agrícola 2009-2010, e os volumes recordes de vendas, como no setor automobilístico, apesar disso ainda não ter refletido nos resultados da empresa. A companhia mantém os guindances, traçados no início do segundo semestre: receita líquida de R$ 2,3 bilhão, investimentos de R$ 150 milhões e vendas de exportações de R$ 50 milhões.

Os negócios com o mercado externo, que não representam a maior parte das receitas da companhia, é que devem demorar um pouco mais para se recuperarem. De acordo com Schmitt, a América Latina é a que mais enfrenta dificuldade, e é para onde vai a maior parte das exportações do Grupo, com exceção das vendas da Fras-le, que tem fábricas e vende para a indústria automobilística dos Estados Unidos, onde já se nota uma retomada maior, não se esquecendo que a queda ocasionada pela crise mundial foi considerável nesse país. A África do Sul é outro mercado em que a empresa atua. Lá os efeitos da crise não foram evidentes. No consolidado do ano, as vendas para a indústria africana representaram 20% das exportações da Randon. No terceiro trimestre, o comércio para outros países totalizaram R$ 117,5 milhões, ou seja, uma queda de 45,7% em doze meses.   

 

Confira os resultados completos do Grupo Randon

 

 

 


Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski

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