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Receitas da Porto Seguro crescem, mas rentabilidade de curto prazo permanece ameaçada
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12 de maio de 2008
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O ano de 2008 deve ser mais intenso para a Porto Seguro. De acordo com o Gerente de Relações com Investidor, Alexandre Peev, o mercado está mais competitivo, apesar das perspectivas positivas de indicadores relacionados ao crescimento do consumo no Brasil. Esse cenário de maior competitividade já refletiu nos números do primeiro trimestre da seguradora. Durante teleconferência de resultados, a companhia afirmou que será necessário rever as ferramentas de estratégias e as tarifas praticadas, a fim de não comprometer as margens dos negócios, como ocorreu nos primeiros meses do ano. Além desses fatores, a empresa foi impactada também pela volatilidade dos mercados internacionais.

O Diretor de Relações com Investidor, Marcelo Picanço explicou que o resultado das aplicações financeiras foi atípico neste período. Apesar da manutenção dos níveis de rentabilidade, o retorno das operações foi apenas de 2,2%. O aumento dos juros futuros e queda nas operações em renda variável influenciaram negativamente. No entanto, foram compensadas por um IGPM (índice Geral de Preços do Mercado) maior no período. Mesmo esperando que os mercados financeiros permaneçam sem uma tendência definida, o que dificulta a gestão financeira – fundamental para o negócio de uma seguradora – a estratégia da Porto Seguro permanece a mesma. O foco continua sendo com o ganho superior ao CDI (taxas interbancárias) no longo prazo, mesmo que isso signifique a redução de retorno no curto prazo. Além disso, a intenção não é ganhar a concorrência através de market share.

A Porto Seguro continua sendo líder no seguro de automóveis, com 34,1% do mercado do Estado de São Paulo, onde está 50% da frota nacional, que aumentou 20% no 1tr08. Nesse segmento, a companhia viu pressionadas suas margens. O incremento na sinistralidade (realização de riscos previstos nos contratos) ocorreu em função de eventos considerados não-recorrentes pela companhia, como os alagamentos, principalmente, na região do ABC Paulista. A sinistralidade total da companhia subiu 3,5 pontos percentuais (p.p.), e o Índice Combinado (Relação entre custo e receita operacional) aumentou 3,99 pp. Mesmo assim, o prêmio total auferido (ágio pago acima do valor nomimal do contrato) foi 15,7% maior do que no ano passado, e contribuíram para uma receita 12,6% superior, o que contabilizou R$ 1,292 bilhão. No entanto, devido às perdas financeiras, o lucro líquido reduziu 54,6% em relação a doze meses, totalizando R$ 44,209 milhões.

Os prêmios no negócio de automóveis (Porto Seguro e Azul Seguro) subiram 66,2%, segmento que a companhia também teve ganho de mercado nas regiões onde atua. A empresa tem 362 mil veículos assegurados, montante que cresceu 42,1% entre o 1tr08 e 1tr07 O prêmio auferido com seguro de pessoas aumentou 14,3%, resultado do incremento de 55% no número de vidas asseguradas para 2,477 milhões de pessoas. No segmento de saúde a Porto Seguro passa a focar no segmento empresarial, com menor risco. Nele o número de vidas cresceu 28%, e somou 425 mil vidas. Nesse negócio, a sinistralidade caiu 4,5 p.p. No seguro de patrimônio os primeiros aumentaram 24,1%, devido ao incremento de 14,5% no número de itens assegurados, 57 mil itens. No entanto, a sinistralidade subiu 9,8%, e também contribuiu para a redução do índice total da companhia. A venda de consórcio ampliou as receitas em 24%, e atingiu 47 mil cotas consorciadas (expansão de 18% em relação ao 1Tr07), impulsionado pelo desenvolvimento do mercado imobiliário, com a elevação dos prazos de financiamento para 180 meses e a queda dos juros.

Apresentação teleconferência 1T08


Apresentação Teleconferência
Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski

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