.Índice

10 de dezembro de 2009

Retomada da economia brasileira depende do incentivo do crédito em 2010

A perspectiva de crescimento de 23% a 25% da carteira de crédito em 2010 e 20% em 2009 está baseada no que o Banrisul acredita ser uma nova fase da economia brasileira. De acordo com o presidente Fernando Lemos, durante reunião de apresentação de resultados na Apimec-Sul, a retomada do cenário interno depende do crédito, que no ano que vem, deve alcançar os 50% do PIB. A projeção da instituição é que a tomada de financiamento pelas empresas volte com força no segundo semestre de 2010 e que a expansão da economia seja em linha aos 5% que tem sido projetado pelo mercado.

A carteira total de crédito do banco em 2010 deve totalizar R$ 14,5 bilhões. Respectivamente R$ 6 bilhões e R$ 5 bilhões para empresas e pessoas físicas, e R$ 3,5 bilhões deverão ser emprestados através de outras operações, como ao mercado de habitação. De acordo com Lemos, o consignado continua tendo destaque, especialmente, após o Banrisul ter sido o vencedor do leilão para fazer empréstimos descontados na folha de pagamentos das aposentadorias e assegurados através do INSS. A partir deste ano, foram agregados entre 30 mil e 35 mil pessoas à carteira do banco, que são potenciais clientes para outros produtos.

Outras operações que devem ser responsáveis pelos empréstimos através do banco são através dos cartões de crédito e débito. O presidente lembrou da rede de mais de 100 pontos comerciais que disponibilizam o cartão Banricompras para os seus clientes. Essas operações movimentam mensalmente R$ 450 milhões. O financiamento a veículos é outro mercado que a instituição vê recuperação. O banco acredita que as linhas devem vir com taxas de juros mais adequadas e os prazos mais alongados no mercado de uma maneira geral.

Durante a reunião com profissionais e associados da Apimec-Sul, a preocupação do Banrisul foi mostrar de que forma o banco poderia atingir os números projetados. Um dos pontos ressaltados pelo diretor financeiro e de relações com investidores, Ricardo Hingel, foi o baixo custo de capital do banco e o conservador nível de inadimplência. Este índice tem decrescido no segundo semestre. Em junho estava 4,11% e em outubro, 3,95%. É possível que termine 2009 a 3%. O índice de Basiléia, que indica a capacidade do banco em destinar parte dos recursos do patrimônio, está em 18%, em linha com os grandes playres do mercado, e bem acima do mínimo de 11% exigido.  

Além dos R$ 2 bilhões levantados na oferta primária e pública de ações (IPO) realizada em julho de 2007, a instituição têm investido em eventos públicos com o objetivo de elevar a base de investidores pessoas físicas e nacionais, para aumentar a liquidez do papel. O investidor individual brasileiro representa somente 2% das ações (PNB) em mercado, mas 70% sobre a base acionária total. Respectivamente, o investidor institucional nacional detém 21% e 11%. E o estrangeiro, 65% dos investidores e 12% da base acionária total. Do capital total da companhia, 56,97% pertence ao Estado do Rio Grande do Sul, e 42,83% listadas em mercado, no Nível 1 de Governança Corporativa da Bovespa.   


 

 


Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski

* Este artigo expressa a opinião do seu autor. O Acionista.com.br não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações dadas no artigo ou por eventuais prejuízos de qualquer natureza em conseqüência do uso destas informações.