.Índice

Estratégia do Unibanco reflete em crescimentos robustos nos números do primeiro trimestre
.
09 de maio de 2008
.

Os resultados do primeiro trimestre do Unibanco refletem a manutenção da estratégia focada em operações de crédito de baixo risco e foco no Varejo. A evolução de 12% (em relação ao 4tr07) na carteira de crédito ao atacado não foi normal, e reflete os efeitos provocados pelo dólar e pela ida e vinda do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), conforme explicou o vice-presidente corporativo da holding, Geraldo Travaglia, durante teleconferência de resultados. As maiores expansões devem continuar nos segmentos de consignado, principalmente no setor privado e para aposentados, e no financiamento a veículos. Essas carteiras tiveram incremento, respectivamente, de 98,3% e 96,6% entre os primeiros meses de 2008 em relação ao mesmo período de 2007. Outro destaque foi o crescimento de 25% no volume ao crédito imobiliário. Para este ano, o Unibanco espera manter esse ritmo de expansão. Até março, os contratos para desembolso futuro em créditos imobiliários totalizavam R$ 1,3 bilhões. Esse montante é 137,8% superior a março de 2007, o que totaliza uma carteira de R$ 3 bilhões no período de doze meses.

Outros indicadores também mostram incremento significativo. Os ativos totais, a carteira de crédito e o lucro por ação dobraram de tamanho em um ano. Os ativos totalizam R$ 156 bilhões, a carteira de crédito, R$ 66 bilhões, e o lucro líquido não atinge os R$ 750 milhões. No entanto, o Retorno Sobre Patrimônio (ROE) acompanha as primeiras empresas do mercado, e fica em 27% no trimestre, superior aos 25% do mesmo período de 2007. O índice de eficiência (relação entre despesas e receitas) melhora, e cai de 48% para 45,3%. Esse é um indicador chave para a estratégia da companhia, que vem apostando na redução de despesas. O percentual projetado para o crescimento dos gastos para 2008 é menor do que nos concorrentes, e fica entre 7% e 10%. O aumento de despesas com pessoal será evidência este ano, e será contabilizado a partir do segundo semestre, quando a holding começa a entregar novas unidades. Em 2008 serão construídas 180 unidades, entre elas 70 agências. Para os próximos 24 meses, a companhia quer entregar mais 200 unidades, com 100 agências.

A qualidade das carteiras de crédito também melhorou. Para os atrasos de 60 dias, considerados como inadimplentes, os atrasos em carteiras de maior risco, entre D-H, a inadimplência caiu 4,5% em relação ao ano passado. O vice-presidente do Unibanco destaca também a redução de provisões com ações trabalhistas e cíveis, em linha com um dos objetivos de qualificar as relações com os funcionários. Além das despesas, a margem financeira do Unibanco, que cresceu 18%, teve impacto com o incremento tímido do resultado das operações em tesouraria (0,3% em doze meses), frente a expansão de 7,8% nos ganhos com intermediação financeira. A tesouraria sofreu com a volatilidade dos mercados internacionais, que colaborou para o aumento do custo de captação das instituições financeiras, mas também refletiu a queda de juros, que reduziram os spreads dos bancos, taxas, que Travaglia acredita se manterem nos atuais níveis na maioria das operações, principalmente, nas modalidades de crédito. Já a Selic, nas previsões do Unibanco, deve fechar o ano com dois pontos percentuais a mais em relação a 2007, ou seja, 13,25%. A inflação, medida pelo IPCA, ficará em 4,9%, frente aos 4,5% do ano passado. O Câmbio deve fechar em R$/US$ 1,77 (versus R$ 1,75) e a economia deve crescer 4,8% este ano.

Resultados do 1T08



Apresentação Teleconferência
Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski

* Este artigo expressa a opinião do seu autor. O Acionista.com.br não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações dadas no artigo ou por eventuais prejuízos de qualquer natureza em conseqüência do uso destas informações.