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O capex de R$ 61
milhões em 2008 traduz a expectativa positiva da Eternit, líder
latino-americana na produção de amianto crisotila e produtos de
cobertura para o setor de construção civil. Sinaliza também o desejo
de crescer frente a um cenário de crise iniciada no setor imobiliário
mundial. Mais de R$ 30 milhões do capex foi direcionado para a
ampliação da produção companhia, que opera com capacidade total, e
deve continuar frente à demanda esperada. A postura da Eternit,
listada no Novo Mercado da Bovespa, é caracterizada, pelo presidente
Élio Martins durante reunião na ApimecSul, como uma visão de futuro.
A diversificação de produtos é a estratégia adotada para crescer. A
aposta na expansão da empresa e no resultado dos investimentos está
na eficiência dos canais de distribuição da companhia e na
continuidade do consumo dos produtos que fabrica. A diversificação
vai além da simples produção de insumos, esclareceu Martins,
“queremos ser produtora de soluções”, justificou. A diretoria de
desenvolvimento de novos negócios foi criada para isso. Telhas
metálicas já foram incluídas no portfólio, investimentos foram feito
nas máquinas das plantas de Goiânia e Curitiba, duas das cinco
através da qual a companhia produz fibrocimento (a partir do
amianto), telhas e coberturas. Desde o final de 2007, companhia vende
novos tipos de telhas metálicas. A intenção é utilizar capacidade de
terceiros até conhecer o mercado, e depois produzir. O objetivo final
é faturar mais de R$ 1 bilhão até 2011.
A partir de janeiro de 2009 a capacidade de produção da companhia
será de 850 milhões de toneladas ao ano de fibrocimento. Atualmente,
a Eternit produz até 730 milhões de fibrocimento. Nos primeiros nove
meses de 2008, a empresa vendeu 431,5 milhões toneladas em produtos
acabados. A distribuição deles é feita através de nove mil pontos de
venda e estimuladas por meio de crédito concedido pela companhia.
Martins assegura que a Eternit é criteriosa na concessão, e isso é
demonstrado pela perda de praticamente zero, ou 0,04%, do crédito
concedido. O portfólio diversificado e a presença dos nossos produtos
em todos os Estados, ajuda a manter o crescimento das vendas e da
empresa, indicadores que têm seguido o percentual de cerca de 25%.
O crescimento de 26% das vendas de amianto segue esse padrão. O
resultado da Eternit tem sido obtido através da mineradora SAMA,
localizada no norte de Goiás, que é a terceira maior mineradora de
amianto do mundo. Mais de 60% da produção é exportada, por isso,
parte da receita da Eternit pode ser beneficiada com a alta do dólar.
De acordo com Martins, a operação é modelo, e produz 11% de
fibrocimento. A Rússia e a China (não exporta, compra a mais do que
produz da Rússia) são os maiores produtores. “ A evolução do consumo
do amianto no Brasil cresce desde 2006 e deve crescer ainda 5% neste
ano, e a Eternit tem uma posição diferenciada pela capacidade de
logística que tem, diferentemente da dificuldade da Rússia”, explica
Martins. No mercado externo, as vendas devem crescer em percentuais
semelhantes às deste ano que deve ser de 9,4%. A Eternit vai aumentar
a produção de amianto de 240 milhões para
270 milhõesl toneladas.
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1) No terceiro
parágrafo: A partir de janeiro de 2009 a capacidade de produção da
companhia será de 850 milhões de toneladas ao ano de fibrocimento.
Atualmente, a Eternit produz até 730 milhões de fibrocimento. Nos
primeiros noves meses de 2008, a empresa vendeu 431,5 milhões toneladas
de fibrocimento.
Onde está milhões o correto é mil toneladas.
2) No final do último parágrafo:
A Eternit vai
aumentar a produção de amianto de 240 milhões para 270 milhões
toneladas, é o correto é de 295 mil para 308 mil toneladas.
01/12/2008
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