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BM&FBOVESPA, Banco Mundial e FINEP divulgam resultados de estudos inéditos sobre o mercado de carbono no Brasil

Apresentação dos estudos faz parte de um projeto de fomento deste mercado no País

 

São Paulo, 09 de novembro de 2010 - A BM&FBOVESPA, o Banco Mundial (BIRD) e a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) divulgam os resultados dos cinco estudos desenvolvidos como parte do “Projeto de Infraestrutura e Fortalecimento das Instituições do Mercado de Carbono”. A apresentação acontece hoje, em seminário no Rio de Janeiro, e na próxima quinta (11/11), em São Paulo, ambos das 8h30 às 17h30.

Participam dos seminários o especialista-sênior em energia do Departamento de Desenvolvimento Sustentável para a América Latina e o Caribe do Banco Mundial, Christophe de Gouvello; o diretor de Administração e Finanças da FINEP, Fernando de Nielander Ribeiro; e o gerente de Produtos Ambientais da BM&FBOVESPA, Guilherme Fagundes.

Os estudos trazem informações consolidadas e contextualizadas, que devem contribuir para o desenvolvimento do mercado de carbono no país, sobre os seguintes temas: levantamento de oportunidades de MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) no Brasil; levantamento de barreiras e do potencial de MDL programático no Brasil; guia de atuação do setor público no MDL e no mercado de carbono; regulamentação dos ativos ambientais no Brasil; e organização do mercado de crédito de carbono no Brasil. Os temas foram traçados com base em discussões prévias com participantes do mercado, bem como a partir da análise de estudos já existentes.

O projeto

O “Projeto de Infraestrutura e Fortalecimento das Instituições do Mercado de Carbono”. foi liderado pela BM&FBOVESPA, a partir de um acordo com o Banco Mundial. O BIRD possibilitou a aplicação de recursos recebidos do programa japonês de assistência técnica para desenvolvimento de políticas públicas e recursos humanos (Japan Policy and Human Resources Development (PHRD) Technical Assistance Program). Para implementar o projeto, a Bolsa contou também com a parceira da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), empresa pública vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia.

Potencial e desafios do Brasil

O Brasil dispõe de uma matriz energética limpa e que alcançou um elevado grau de desenvolvimento tecnológico no setor de bio-combustíveis. Em contrapartida, o “Estudo de Baixo Carbono para o Brasil”, desenvolvido pelo Banco Mundial e publicado em julho de 2010, demonstrou que o país ainda enfrenta diversos desafios e apresenta boas oportunidades locais de redução das emissões de GEE (Gases do Efeito Estufa).

Desde 1992, quando o país sediou a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, é cada vez mais evidente o comprometimento do Brasil em relação às mudanças climáticas. Este posicionamento ganhou reforço recentemente com a promulgação, em dezembro de 2009, da Política Nacional de Mudanças Climáticas do Brasil e, conseqüentemente, da adoção do compromisso nacional voluntário para reduzir, na ordem de 36%, as emissões de GEE projetadas até 2020.

O Brasil também tem se mostrado atuante no mercado de carbono global. No entanto, diante das discussões acerca do cenário pós-2012, vislumbra-se a necessidade de potencializar o desenvolvimento do mercado de créditos de carbono no país, de forma que possa atuar como uma ferramenta efetiva para a mitigação do processo de aquecimento global do clima.

RESUMO DOS ESTUDOS

·         Levantamento sobre oportunidades concretas de MDL no Brasil

O objetivo central foi identificar o potencial técnico latente de projetos de baixo carbono, fomentando a sua implementação no Brasil. Apesar dos desafios para conseguir reunir dados desagregados e detalhados sobre os diversos setores industriais, os autores do estudo buscaram quantificar o potencial de redução de emissões setoriais por meio de modelos matemáticos. Da mesma forma realizaram estimativas dos investimentos necessários à implementação dos projetos potenciais e das barreiras existentes à sua implementação. Neste sentido, foram avaliadas quase 150 metodologias de MDL em cinco setores estratégicos, chegando-se a descrever atividades de redução que poderiam ser implementadas por empresas que variam de fábricas de cerveja, cimento e de papel a frigoríficos, siderúrgicas, produtores rurais e firmas do setor de transportes, entre outros.

·         Levantamento de barreiras e do potencial de MDL programático no Brasil

O estudo sobre MDL programático buscou chamar a atenção à possibilidade de superar barreiras relacionadas à implementação de projetos e atividades de redução de emissões de GEE. Os autores sugerem que a regra deste mecanismo favorece principalmente atividades de redução de emissões que de forma isolada não se mostraram viáveis. O estudo aponta ainda vantagens do Programa de Atividades de MDL, tais como a possibilidade de inclusão de novas atividades de programa a qualquer momento, a utilização de mais de uma metodologia de linha de base em um único programa, além de ganhos de escala e a redução dos custos de transação.

·         Guia de atuação do setor público no MDL e no mercado de carbono

O estudo sobre a atuação do setor público destaca que o MDL programático também pode ser usado como uma ferramenta especialmente adequada pelo setor público com o objetivo de superar alguns desafios que vem dificultando sua participação no mercado de carbono. Segundo os autores, o trabalho reforça o entendimento de que o setor público pode desempenhar um papel mais presente no MDL.

·         Regulamentação dos ativos ambientais no Brasil

O marco regulatório aplicável ao mercado de carbono foi outro aspecto analisado no âmbito deste projeto, visto que frequentemente é apontado como um campo que merece um melhor tratamento para potencializar o pleno desenvolvimento do mercado de carbono. Os autores do estudo efetuaram, por exemplo, um levantamento da existência (ou não) do tratamento tributário e contábil aplicável à negociação de créditos de carbono em outros países, visando refletir sobre qual seria uma alternativa adequada ao tratamento destes créditos no marco legal brasileiro.

·         Organização do mercado de crédito de carbono no Brasil

A análise da experiência de outros mercados também foi considerada neste estudo, cujo objetivo foi efetuar uma proposta de modelo de mercado doméstico no país. Entre as conclusões encontradas, os autores deste trabalho entenderam que a plena operacionalização de um mercado doméstico ou regional de carbono demandará a adoção de regras próprias, de plataforma de negociação adequada e transparente, bem como o desenvolvimento de instrumentos de negociação para os mercados a vista e derivativos.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA:  Rio de Janeiro São Paulo

RIO DE JANEIRO
Data: 09/11/2010
Horário: das 8h30 às 17h30
Local: BM&FBOVESPA
Endereço: Rua do Mercado, 11, Loja, Centro, Rio de Janeiro/RJ
 
SÃO PAULO
Data: 11/11/2010
Horário: das 8h30 às 17h30
Local: BM&FBOVESPA – Auditório Abelardo
Endereço: Rua XV de Novembro, 275, 1º andar, Centro, São Paulo

 


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